sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Boas Festas e Bom 2015!

Abraço!
 Equipa da Biblioteca de Gondifelos.


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Minions sing Jingle Bell - Christmas 2014


BOM NATAL E BOAS LEITURAS...OH..OH...OH...







Natal Tão Pouco..


Nasceu em Belém, ou Nazaré
(A nova teoria),
Este que nos é
O Pai-Nosso em cada dia?

Que importa onde nasceu,
Se num presépio, se num leito?
A verdade sou eu
A aguardá-lo no peito.

Pois abro o coração
Pra o receber,
Quer venha ou não
Do céu ou ventre de mulher.

Mas, ai! a adoração dura-me instantes!
Em breve irei negá-lo
Três vezes, antes
De cantar o galo!


António Manuel Couto Viana,

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Pais Suplentes short film de Sergio Duarte Uma mensagem forte numa curta metragem que nos fará reflectir entre o tempo dedicado à família e ao trabalho. Sacrifício, carinho, amor e dedicação estão presentes neste filme emocionante!


Clica no link e vê:

http://vimeo.com/61366483

Portugueses - [Vídeo-exposição 7 mil milhões de Outros Lisboa]....Em exposição até Fevereiro no Museu da Electridade..


Texto de balanço de fim de ano...Os Mesmos Erros...sempre...






Mesmo um exame superficial da história revela que nós, seres humanos, temos uma triste tendência para cometer os mesmos erros repetidas vezes. Temos medo dos desconhecidos ou de qualquer pessoa que seja um pouco diferente de nós. Quando ficamos assustados, começamos a ser agressivos para as pessoas que nos rodeiam. Temos botões de fácil acesso que, quando carregamos neles, libertam emoções poderosas. Podemos ser manipulados até extremos de insensatez por políticos espertos. Dêem-nos o tipo de chefe certo e, tal como o mais sugestionável paciente do terapeuta pela hipnose, faremos de bom grado quase tudo o que ele quer - mesmo coisas que sabemos serem erradas. 

Carl Sagan, in "O Mundo Infestado de Demónios"

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Texto da semana -Chove. É Dia de Natal..Fernando Pessoa




Chove. É dia de Natal. Lá para o Norte é melhor: Há a neve que faz mal, E o frio que ainda é pior. E toda a gente é contente Porque é dia de o ficar. Chove no Natal presente. Antes isso que nevar. Pois apesar de ser esse O Natal da convenção, Quando o corpo me arrefece Tenho o frio e Natal não. Deixo sentir a quem quadra E o Natal a quem o fez, Pois se escrevo ainda outra quadra Fico gelado dos pés. 


Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

7 mil milhões de Outros - A EDUCAÇÃO....




Texto da semana....A Tempestade do Destino.Quando saíres da tempestade já não serás a mesma pessoa. Só assim as tempestades fazem sentido. .Haruki Murakami, ..





Por vezes o destino é como uma pequena tempestade de areia que não pára de mudar de direcção. Tu mudas de rumo, mas a tempestade de areia vai atrás de ti. Voltas a mudar de direcção, mas a tempestade persegue-te, seguindo no teu encalço. Isto acontece uma vez e outra e outra, como uma espécie de dança maldita com a morte ao amanhecer. Porquê? Porque esta tempestade não é uma coisa que tenha surgido do nada, sem nada que ver contigo. Esta tempestade és tu. Algo que estádentro de ti. Por isso, só te resta deixares-te levar, mergulhar na tempestade, fechando os olhos e tapando os ouvidos para não deixar entrar a areia e, passo a passo, atravessá-la de uma ponta a outra. Aqui não há lugar para o sol nem para a lua; a orientação e a noção de tempo são coisas que não fazem sentido. Existe apenas areia branca e fina, como ossos pulverizados, a rodopiar em direcção ao céu. É uma tempestade de areia assim que deves imaginar.

(...) E não há maneira de escapar à violência da tempestade, a essa tempestade metafísica, simbólica. Não te iludas: por mais metafísica e simbólica que seja, rasgar-te-á a carne como mil navalhas de barba. O sangue de muita gente correrá, e o teu juntamente com ele. Um sangue vermelho, quente. Ficarás com as mãos cheias de sangue, do teu sangue e do sangue dos outros.
E quando a tempestade tiver passado, mal te lembrarás de ter conseguido atravessá-la, de ter conseguido sobreviver. Nem sequer terás a certeza de a tormenta ter realmente chegado ao fim. Mas uma coisa é certa. Quando saíres da tempestade já não serás a mesma pessoa. Só assim as tempestades fazem sentido. 

Haruki Murakami, in 'Kafka à Beira-Mar'

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014