sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Concurso de Leitura Expressiva VI

Aproxima-se o Concurso de Leitura Expressiva VI, que terá lugar nos dias 10(Português), 11(Francês) e 12(Inglês) de fevereiro, subordinado ao tema: O AMOR.

Estamos certos de que viveremos excelentes momentos de leitura de qualidade nas 3(três) línguas que se estudam no nosso Agrupamento, pelos alunos dos 3(três) ciclos de ensino.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O ensino do empreendedorismo - learning world


A história da tecnologia na educação...


Texto da semana.. A Força Esmaga a Fraqueza... José Saramago




O desbarato mais absurdo não é o dos bens de consumo, mas o da humanidade: milhões e milhões de seres humanos nasceram para ser trucidados pela História, milhões e milhões de pessoas que não possuíam mais do que as suas simples vidas. De pouco ela lhes iria servir, mas nunca faltou quem de tais miuçalhas tivesse sabido aproveitar-se. A fraqueza alimenta a força para que a força esmague a fraqueza. 

José Saramago

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A pobreza num país da união europeia...GREEK CRISIS IN NUMBERS...


O poema da semana....O Horror de ser Pobre .......

















Risco c'um traço 
(Um traço fino, sem azedume) 
Todos os que conheço, eu mesmo incluído. 
Para todos estes não me verão 
Nunca mais 
Olhar com azedume. 

O horror de ser pobre! 
Muitos gabavam-se que aguentariam, mas era ver- 
-lhes as caras alguns anos depois! 
Cheiros de latrina e papéis de parede podres 
Atiravam abaixo homens de peitaça larga como toiros. 
As couves aguadas 
Destroem planos que fazem forte um povo. 
Sem água de banho, solidão e tabaco 
Nada há que exigir. 
O desprezo do público 
Arruina o espinhaço. 
O pobre 
Nunca está sozinho. Estão todos sempre 
A espreitar-lhe pra o quarto. Abrem-lhe buracos 
No prato da comida. Não sabe pra onde há-de ir. 
O céu é o seu tecto, e chove-lhe lá pra dentro. 
A Terra enxota-o. O vento 
Não o conhece. A noite faz dele um aleijado. O dia 
Deixa-o nu. Nada é o dinheiro que se tem. Não salva ninguém. 
Mas nada ajuda 
Quem dinheiro não tem. 


Bertold Brecht, in 'Lendas, Parábolas, Crónicas, Sátiras e outros Poemas

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O gosto de ler..diferente....



Se apenas leres os livros que toda a gente lê, apenas podes pensar o mesmo que os outros estão a pensar.

Haruki Murakami 

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA Resultados...







Dos 21 alunos inscritos no CNL a nível de escola passaram à Segunda Fase 11 alunos , que demonstraram boas competências de leitura e argumentação.
Foram apurados para a Fase Distrital 3 alunas que representarão  a nossa escola.
Parabéns a todos os participantes.

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA
 Resultados

1
16
Maria João Azevedo Barbosa
145
Apurada para a fase Distrital
9º1
26
Vera Raquel Campos de Oliveira
143
Apurada para a fase Distrital
9º2
17
Maria Bacelos Campos Meira
134
Apurada para a fase Distrital


















terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A Vida não Cabe numa Teoria..de todo..Miguel Torga morreu faz 20 anos...





A vida... e a gente põe-se a pensar em quantas maravilhosas teorias os filósofos arquitectaram na severidade das bibliotecas, em quantos belos poemas os poetas rimaram na pobreza das mansardas, ou em quantos fechados dogmas os teólogos não entenderam na solidão das celas. Nisto, ou então na conta do sapateiro, na degradação moral do século, ou na triste pequenez de tudo, a começar por nós.
Mas a vida é uma coisa imensa, que não cabe numa teoria, num poema, num dogma, nem mesmo no desespero inteiro dum homem.
A vida é o que eu estou a ver: uma manhã majestosa e nua sobre estes montes cobertos de neve e de sol, uma manta de panasco onde uma ovelha acabou de parir um cordeiro, e duas crianças — um rapaz e uma rapariga — silenciosas, pasmadas, a olhar o milagre ainda a fumegar. 

Miguel Torga, in "Diário (1941)" 


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA -Resultados





Turma
Nome
Nº de respostas certas
7º1
5
Daniel Francisco Correia Inocêncio
23
Apurado para a 2ª etapa
10
Inês Dinis Craveiro
19

7º2


1
Ana Sofia Leitão de Matos
20
Apurada para a 2ª etapa
4
Bruno Alexandre Resende Pinheiro
19

8
Diana Guimarães Ferreira
20
Apurada para a 2ª etapa
11
Diogo Manuel Oliveira Carneiro
12

16
Joana Moreira Oliveira
19

8º1


2
Ana Catarina Moreira Ruas
21
Apurada para a 2ª etapa
9
Diogo Manuel Andrade Ferreira
Faltou

11
Eliana Pereira de Oliveira
20
Apurada para a 2ª etapa
12
Fábio Francisco Costa Ferreira
Faltou

13
Inês Sofia Macedo Oliveira
17

15
Marco António Matos Carvalho
Faltou

16
Maria João Azevedo Barbosa
23
Apurada para a 2ª etapa
19
Válter Miguel Marques Cruz
Faltou

8º3


6
Andreia Valentina Leitão da Silva
Faltou

9
Carlos Henrique Correia Morais
22
Apurado para a 2ª etapa
9º1


26
Vera Raquel Campos de Oliveira
24
Apurada para a 2ª etapa
9º2


17
Maria Bacelos Campos Meira
24
Apurada para a 2ª etapa
18
Maria da Costa Oliveira
23
Apurada para a 2ª etapa
21
Paulo Roberto Sousa Oliveira
23
Apurada para a 2ª etapa


A segunda etapa realiza-se no dia 21 de Janeiro de 2015, às 14.30h, na sala de Seminário.




Gondifelos, 15 de Janeiro de 2015

Grandes autores portugueses..Ramalho Ortigão....







Ninguém é grande nem pequeno neste mundo pela vida que leva, pomposa ou obscura. A categoria em que temos de classificar a importância dos homens deduz-se do valor dos actos que eles praticam, das ideias que difundem e dos sentimentos que comunicam aos seus semelhantes.
Ramalho Ortigão

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O olhar nos filmes de Hitchcock......

            Teus Olhos

Teus olhos são a pátria do relâmpago e da lágrima,
silêncio que fala,
tempestades sem vento, mar sem ondas,
pássaros presos, douradas feras adormecidas,
topázios ímpios como a verdade,
outono numa clareira de bosque onde a luz canta no ombro
             duma árvore e são pássaros todas as folhas,
praia que a manhã encontra constelada de olhos,
cesta de frutos de fogo,
mentira que alimenta,
espelhos deste mundo, portas do além,
pulsação tranquila do mar ao meio-dia,
universo que estremece,
paisagem solitária. 


Octavio Paz

Momento de poesia...Dá-me as Tuas Mãos...


As mãos foram feitas 
para trazer o futuro, 
encurtar a tristeza, encher 
o que fica das mãos 
de ontem - intervalos 
(duros, fiéis) das palavras, 
vocação urgente 
da ternura, pensamento 
entreaberto até 
aos dedos longos 
pelas coisas fora 
pelos anos dentro. 

Vítor Matos e Sá

Hands of Bresson..a importância das mãos...


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A violência nunca é solução para nada...vê o vídeo....


Texto da semana......Impossível é não Viver..











Se te quiserem convencer de que é impossível, diz-lhes que impossível é ficares calado, impossível é não teres voz. Temos direito a viver. Acreditamos nessa certeza com todas as forças do nosso corpo e, mais ainda, com todas as forças da nossa vontade. Viver é um verbo enorme, longo. Acreditamos em todo o seu tamanho, não prescindimos de um único passo do seu/nosso caminho.

Sabemos bem que é inútil resmungar contra o ecrã do telejornal. O vidro não responde. Por isso, temos outros planos. Temos voz, tantas vozes; temos rosto, tantos rostos. As ruas hão-de receber-nos, serão pequenas para nós. Sabemos formar marés, correntes. Sabemos também que nunca nos foi oferecido nada. Cada conquista foi ganha milímetro a milímetro. Antes de estar à vista de toda a gente, prática e concreta, era sempre impossível, mas viver é acreditar. Temos direito à esperança. Esta vida pertence-nos.

Além disso, é magnífico estragar a festa aos poderosos. É divertido, saudável, faz bem à pele. Quando eles pensam que já nos distribuíram um lugar, que já está tudo decidido, que nos compraram com falinhas mansas e autocolantes, mostramos-lhes que sabemos gritar. Envergonhamo-los como as crianças de cinco anos envergonham os pais na fila do supermercado. Com a diferença grande de não sermos crianças de cinco anos e com a diferença imensa de eles não serem nossos pais porque os nossos pais, há quase quatro décadas atrás, tiveram de livrar-se dos pais deles. Ou, pelo menos, tentaram.

O único impossível é o que julgarmos que não somos capazes de construir. Temos mãos e um número sem fim de habilidades que podemos fazer com elas. Nenhum desses truques é deixá-las cair ao longo do corpo, guardá-las nos bolsos, estendê-las à caridade. Por isso, não vamos pedir, vamos exigir. Havemos de repetir as vezes que forem necessárias: temos direito a viver. Nunca duvidámos de que somos muito maiores do que o nosso currículo, o nosso tempo não é um contrato a prazo, não há recibos verdes capazes de contabilizar aquilo que valemos.

Vida, se nos estás a ouvir, sabe que caminhamos na tua direcção. A nossa liberdade cresce ao acreditarmos e nós crescemos com ela e tu, vida, cresces também. Se te quiserem convencer, vida, de que é impossível, diz-lhe que vamos todos em teu resgate, faremos o que for preciso e diz-lhes que impossível é negarem-te, camuflarem-te com números, diz-lhes que impossível é não teres voz.


José Luís Peixoto, in 'Abraço

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Livro do mês de janeiro



Maria Alberta Rovisco Garcia Menéres de Melo e Castro, professora, jornalista e escritora, nasceu em Mafamude, Vila Nova de Gaia a 25 de agosto de 1930. Ler mais...








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