terça-feira, 29 de novembro de 2016

A Memória da Leitura..texto da semana...







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Não há talvez dias da nossa infância que tenhamos tão intensamente vivido como aqueles que julgámos passar sem tê-los vivido, aqueles que passámos com um livro preferido. Tudo quanto, ao que parecia, os enchia para os outros, e que afastávamos como um obstáculo vulgar a um prazer divino: a brincadeira para a qual um amigo nos vinha buscar na passagem mais interessante, a abelha ou o raio de sol incomodativos que nos obrigavam a erguer os olhos da página ou a mudar de lugar, as provisões para o lanche que nos obrigavam a levar e que deixávamos ao nosso lado no banco, sem lhes tocar, enquanto, sobre a nossa cabeça, o sol diminuía de intensidade no céu azul, o jantar que motivara o regresso a casa e durante o qual só pensávamos em nos levantarmos da mesa para acabar, imediatamente a seguir, o capítulo interrompido, tudo isto, que a leitura nos devia ter impedido de perceber como algo mais do que a falta de oportunidade, ela pelo contrário gravava em nós uma recordação de tal modo doce (de tal modo mais preciosa no nosso entendimento atual do que o que líamos então com amor) que, se ainda hoje nos acontece folhear esses livros de outrora, é apenas como sendo os únicos calendários que guardamos dos dias passados, e com a esperança de ver reflectidas nas suas páginas as casas e os lagos que já não existem. 

Marcel Proust, in 'O Prazer da Leitura' 

Como participar em 'Miúdos a Votos'....





Numa iniciativa inédita, a VISÃO Júnior e a Rede de Bibliotecas Escolares organizam a eleição dos livros preferidos das crianças e jovens portugueses.
O processo será semelhante ao de umas eleições políticas, promovendo simultaneamente a leitura e a cidadania: haverá recenseamento, apresentação de candidaturas, campanha eleitoral, votação e escrutínio dos votos, organizados e participados por alunos. Durante a campanha eleitoral, estes defenderão junto dos colegas os seus livros preferidos – podendo fazê-lo em comícios, cartazes, programas de rádio e televisão, sessões de esclarecimento, debates…
Clica no link para saberes mais:
visao.sapo.pt/visaojunior/iniciativasescolas/miudos-a-votos/2016-10-19-Como-participar-em-Miudos-a-Votos



ATÉ 19 DE DEZEMBRO

APRESENTAÇÃO DE CANDIDATURAS Os alunos apresentam o livro que candidatam à eleição através do preenchimento do formulário disponível.

 Clica no link para acederes e preencheres o formulário disponível:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeQFOvp18L6GbsWKOuDp5dY2CEPilAYkswFALIO4D-qYTabMg/viewform?c=0&w=1

Feira do livro até 7 de dezembro no biblioteca ..ler é saber...




segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O Outono da Vida..José Luís Peixoto



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Começa devagarinho. É como tudo. A gente andamos na nossa vida, andamos influídos e está claro que não reparamos. De manhã, temos de pensar no café. 
Depois, há-de vir o almoço. Está claro que nem reparamos numa aragem. Mal uma aragem mais fresca que se mistura com o sol-pôr. Já setembro quer acabar e ainda temos a torrina do sol na pele, a hora do calor, (quase cansada, para a cadela invisível) Anda cá, Ladina... Também estás a ficar velha... Arriba, cadela... (voltando ao tom e à direção inicial) A gente nem dá fé. Primeiro, é umas pontadas nas costas, umas sezões, umas coisas assim. Primeiro, a gente julga que vai passar, como passavam os esfolões nas pernas quando éramos pequenos e andávamos a correr pelas ruas ou quando encontrávamos alguma árvore a jeito de subir. Começa mesmo devagarinho. Aos poucos, (com ternura, para a cadela) Ah, Ladina... Bochinha, bochinha... Então, não queres vir? Anda cá, cadela... (voltando à direção inicial) E as mãos começam a tremer um bocadinho. E o trabalho começa a ser mais custoso. E um dia a gente já quase que não conhece a nossa cara no espelho no lavatório. É nesse dia, é nessa hora que começa o outono. 


José Luís Peixoto, in 'Cal' 

João e Maria desenho animado infantil


Sorriso de Estrela..jogo didático

A Maior Flor do Mundo | José Saramago...


terça-feira, 8 de novembro de 2016

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Dia mundial do cinema




    No âmbito do projeto “Educar com Cinema”, os alunos do 1º Ciclo da Escola EB1 de S. Gonçalo - Cavalões, deslocaram-se à Fundação Cupertino de Miranda de Vila Nova de Famalicão, no passado dia 3 de novembro, para assistir ao filme “ O Guardião da Lua”.
Esta sessão, organizada pela FCM, enquadrou-se nas comemorações do Dia Mundial do Cinema.

Os alunos gostaram imenso do filme e da oportunidade de experimentarem uma ida ao cinema num espaço acolhedor e adequado. 


O Guardião Da Lua - Trailer Dobrado PT




«O Livro que só queria ser lido»


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Livro do mês de novembro





Isabel  Alçada nasceu em Lisboa no dia 29 de Maio de 1950.

      Licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa. Orientadora de História durante três anos. Técnica do ministro da Educação para a reforma do ensino secundário. Professora convidada pelo Instituto de Inovação Educacional para realizar um estudo sobre os hábitos de leitura das crianças e  jovens portugueses. Foi Ministra da Educação. 
      Iniciou-se na escrita juvenil em 1982, juntamente com Ana Maria Magalhães. Dessa parceria resultaram mais de 50 títulos da colecção “Uma aventura”.

Ana Maria Magalhães nasceu em Lisboa no dia 14 de Abril de 1946.

       Licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa. 
      É professora de Português e História no ensino preparatório desde 1969. Professora destacada no serviço de ensino básico e  secundário de português no  estrangeiro durante dois anos. Formadora de professores de história. Professora destacada no Instituto de Educação Educacional para realizar um estudo sobre os hábitos de leitura das crianças e jovens portugueses.
      É uma escritora portuguesa de literatura infanto-juvenil. Esta escritora destacou-se pelos livros da  colecção  “Uma aventura”, destinados a jovens, que tiveram grande sucesso. Conheceu Isabel Alçada em 1976, à porta da escola Fernando Pessoa em Lisboa. Em 1982 escreveram o seu primeiro livro em conjunto: “Uma aventura na cidade”. Não foi fácil arranjar editora. Só a Editorial Caminho quis apostar na edição do livro.