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quinta-feira, 24 de outubro de 2013
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
CONCURSO DE LEITURA EXPRESSIVA
Procurando incentivar o gosto pela leitura e dando continuidade à experiência positiva do ano transato, a Equipa da Biblioteca Escolar decidiu lançar novamente o desafio aos alunos, convidando-os a participar num concurso de leitura expressiva, que decorrerá em duas fases. Numa primeira fase, o desafio consiste na declamação de um texto alusivo à natureza, em língua portuguesa, inglesa e francesa. Numa segunda fase, o poema a recitar deverá ter como tema o 25 de Abril, assinalando os 40 anos da Revolução.
Ver regulamento e datas aqui.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Livro do mês de Outubro
Biografia do autor:
Nasceu em Vilarelho, Ovil,
concelho de Baião, distrito do Porto em 1957.
É professor do Ensino Básico desde
1975. Em 1979 publicou o seu primeiro livro: "A Aldeia das Flores".
Em 1983, com a obra "O rapaz de Louredo" ganhou um prémio da Associação Portuguesa de Escritores.
Em 1990, com o romance "Pedro Alecrim" recebeu o Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças.
Em 1996, com a obra "A casa das Bengalas", ganhou o Prémio António Botto.
Em 2004 recebeu o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para crianças e jovens, na modalidade livro ilustrado, com o livro "Se eu fosse muito magrinho".
Desde 1980 é solicitado a visitar escolas do ensino básico e secundário e também bibliotecas públicas em diversas localidades do País, onde tem, desta forma, contribuído para o fomento do gosto pela leitura entre crianças e jovens.
Tem colaborado em vários jornais e foi interveniente em acções realizadas por várias Escolas Superiores de Educação de Portugal.
Em 1983, com a obra "O rapaz de Louredo" ganhou um prémio da Associação Portuguesa de Escritores.
Em 1990, com o romance "Pedro Alecrim" recebeu o Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças.
Em 1996, com a obra "A casa das Bengalas", ganhou o Prémio António Botto.
Em 2004 recebeu o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para crianças e jovens, na modalidade livro ilustrado, com o livro "Se eu fosse muito magrinho".
Desde 1980 é solicitado a visitar escolas do ensino básico e secundário e também bibliotecas públicas em diversas localidades do País, onde tem, desta forma, contribuído para o fomento do gosto pela leitura entre crianças e jovens.
Tem colaborado em vários jornais e foi interveniente em acções realizadas por várias Escolas Superiores de Educação de Portugal.
Desafio deste mês
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Artista Visual deste mês
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Desafio deste mês
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terça-feira, 3 de setembro de 2013
Livro do mês de Setembro
Biografia do AUTOR: José Jorge Letria
José Jorge Letria nasceu
em Cascais em 1951. Estudou Direito e História e é pós-graduado em Jornalismo
Internacional. Com dezenas de livros publicados em diversas áreas, foi
distinguido com importantes prémios literários nacionais e internacionais.
É um dos
mais destacados nomes da literatura infanto-juvenil em Portugal e autor de
programas de rádio e televisão. Está traduzido em várias línguas. Integrou, com
José Afonso, Adriano e Manuel Freire, entre outros, o movimento da canção de
resistência, tendo sido agraciado em 1997 com a Ordem da Liberdade. Foi,
durante oito anos, vereador da Cultura da Câmara de Cascais. É, desde Janeiro
de 2011, presidente da Sociedade Portuguesa de Autores. É coautor, com José
Fanha, de várias antologias de poesia portuguesa.
Desafio do Mês
É um dos
mais destacados nomes da literatura infanto-juvenil em Portugal e autor de
programas de rádio e televisão. Está traduzido em várias línguas. Integrou, com
José Afonso, Adriano e Manuel Freire, entre outros, o movimento da canção de
resistência, tendo sido agraciado em 1997 com a Ordem da Liberdade. Foi,
durante oito anos, vereador da Cultura da Câmara de Cascais. É, desde Janeiro
de 2011, presidente da Sociedade Portuguesa de Autores. É coautor, com José
Fanha, de várias antologias de poesia portuguesa.
Desafio do Mês
terça-feira, 4 de junho de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
Livro do mês de Maio
O João e a Rosalinda viviam na mesma cidade, na mesma rua e em casas mesmo
encostadinhas. Tão encostadinhas que só um muro separava os dois quintais — o quintal do
João e o quintal da Rosalinda. Mas como os dois amigos passavam o tempo a saltar o muro
— ora salto eu para o quintal da Rosalinda, ora salto eu para o quintal do João — os pais de
ambos resolveram deitar abaixo o muro e ficaram com um grande e belo quintal para todos.
E era no quintal, debaixo da laranjeira grande, que os dois amigos mais gostavam de
brincar. E que brincadeiras! Ele eram corridas, ele eram gargalhadas, ele eram cantigas! Até
a D. Gertrudes, avó da Rosalinda, dizia rindo também:
– Ai, estes risos! Como eles me fazem bem!
Mas um dia... a Rosalinda não apareceu debaixo da laranjeira grande. Preocupado,
João foi logo a correr a casa da amiga. Estaria doente?
Foi a mãe de Rosalinda que abriu a porta e disse:
– A Rosalinda está na sala. Já chamámos o médico. Não tem febre, não tem dores, parece
que nem tem nada, mas está tão triste! É que, sabes, a tristeza pode ser uma doença.
Então João entrou na sala e encontrou a amiga sentada numa cadeira, com a cabecinha
muito direita, as trancinhas negras caídas nos ombros, os olhos parados, as mãos imóveis... e
caído aos seus pés o Bebé, seu boneco preferido, com uma lágrima redondinha como uma pérola
a deslizar nas suas bochechas rosadinhas.
Era isso, então, concluiu o João. A Rosalinda estava doente de tristeza.
Nessa noite, João deitou-se, muito triste também, a pensar na amiga. Os seus olhos
fecharam-se e ele ouviu, vinda não sabia de onde, uma voz misteriosa que dizia:
– Só tu podes salvar Rosalinda. Sobe ao pico mais alto das Montanhas da Neve e lá
encontrarás a Flor da Alegria. Colhe-a e trá-la contigo, pois só ela pode salvar a tua amiga.
Então João pôs-se a caminho das Montanhas da Neve. Quando se preparava para começar
a subida, apareceu-lhe no caminho um dragão, com a sua cauda de serpente e as suas asas a
vibrar de fúria:
– Não sabes que eu sou o guardião destas Montanhas? Não sabes que nunca ninguém por
aqui conseguiu passar?
– Mas eu tenho de subir ao pico mais alto das Montanhas da Neve para colher a Flor da
Alegria e salvar a minha amiga Rosalinda que está doente de tristeza – explicou o João.
O dragão, indeciso, coçou com as suas fortes garras a cabeça coberta de escamas e, mais
brando, disse:
– É bonito isso da Amizade! Olha, poderás subir ao pico mais alto das Montanhas
para colheres a Flor da Alegria, mas terás de vencer três provas muito difíceis para mostrares
que és mesmo amigo da Rosalinda. É que a Amizade não é coisa fácil, sabes?
E João, ao recordar a carinha triste da amiga, encheu-se todo de coragem e prometeu ao
dragão:
– Faço tudo, mesmo tudo o que for preciso, para salvar Rosalinda.
– Isso que disseste é bonito também. Agora vou dizer-te as três provas que terás de
vencer para chegares ao pico mais alto das Montanhas da Neve: entrar na Caverna dos Leões
Ferozes; trazer a coroa de diamantes da Rainha das Fadas que está no ramo mais alto da mais
alta árvore do Bosque dos Abetos; e, por fim, atravessar o Lago das Águas Verdes. Então
encontrarás a Flor da Alegria – e o dragão desapareceu numa nuvem de fogo.
E o João continuou a caminhar.
Numa clareira, encontrou um leão bebé, de pêlo dourado, que brincava, pulava e rebolava
sobre um tapete macio feito de musgo verde e folhas caídas das árvores.
João parou um bocadinho a olhar encantado o leãozinho quando ouviu, atrás de si, um
barulhinho leve. Era um tigre felino, de pêlo amarelo e pescoço listrado de preto, que se
preparava para atacar o leão bebé. Então, sem pensar no perigo, João deu um salto, agarrou o
leãozinho e escondeu-se com ele numa caverna escura que se abria mesmo ao lado da clareira.
Do lado de fora, o tigre bem tentava atacá-los, mas a entrada da caverna era estreita e ele não
conseguia entrar. Por fim, foi-se embora, rugindo um forte rugido de cólera.
Quando o nosso herói se preparava para partir, apareceram, vindos do outro lado da
caverna, o Pai Leão, a Mãe Leoa e, pulando à volta deles, três filhotes, irmãos do leão bebé.
– Obrigada por salvares o nosso filho – disse a Mãe Leoa, aconchegando a si o leãozinho,
com a sua pata macia.
– Ele é muito desobediente. Saiu sozinho da caverna e só a tua coragem o salvou – disse
o Pai Leão, agitando a sua farta juba, em sinal de agradecimento. Que podemos fazer por ti,
amigo?
E o João falou:
– Eu tenho de entrar na caverna dos Leões Ferozes para subir ao pico mais alto das
Montanhas da Neve e aí colher a Flor da Alegria para salvar a minha amiga Rosalinda que está
doente de tristeza.
– Mas a caverna dos Leões Ferozes é esta. E, olha, nós não somos ferozes. Só atacamos
os outros animais para nos defendermos ou quando temos muita fome. Agora vamos contigo
até ao outro lado da caverna. É lá que fica o caminho para o pico mais alto das Montanhas da
Neve.
E os leões acompanharam o João até à saída da caverna e despediram-se com grande
amizade.
João olhou para o alto pico coberto de neve e, enchendo-se de força, começou a subida. Ia a
atravessar um bosque muito verde e cerrado quando ouviu lá do cimo:
– Ai! Ai! Ui! Ui! Ai! Ui!
Olhou e viu um macaquito muito aflito com o rabito enrolado no ramo de uma árvore.
– Ajuda-me cá! Ajuda-me cá! – pediu o macaquito. – Estava aqui a ensaiar saltos
mortais para a grande Festa dos Macacos que é já amanhã quando o meu rabo (sabes, o rabo
dos macacos é muito importante) se me enrolou neste ramo. E agora aqui estou preso. Achas
que podes libertar-me?
O João que, como já adivinharam, era muito amigo dos animais, não se fez rogado. Trepou
até ao ramo onde estava o macaquito e desenrolou com todo o cuidado o seu rabito.
– Ora aqui estou eu livre de novo. E com o meu rabinho inteiro! Estou-te muito agradecido.
O que posso fazer por ti, amigo?
– Eu tenho de ir buscar a coroa de diamantes da Rainha das Fadas que está no ramo
mais alto da mais alta árvore do Bosque dos Abetos.
– Mas o Bosque dos Abetos é aqui. E a mais alta árvore do bosque é esta mesma onde
nós estamos. Espera um instantinho que eu sou um macaquito ágil e bom trepador e vou
retribuir-te o teu favor.
E o macaco subiu ao ramo cimeiro da árvore e voltou com uma coroa de diamantes que
brilhavam como mil estrelas acesas. E, com muitos abraços e agradecimentos, despediram-se e
cada um seguiu o seu caminho.
E João andou, andou, andou, já muito cansado, mas com os olhos pregados no pico mais
alto das Montanhas da Neve onde crescia a Flor da Alegria que iria salvar a sua amiga
Rosalinda que estava doente de tristeza.
Até que chegou às margens do Lago das Águas Verdes. E, no meio dos altos arbustos, foi
encontrar, ferida, uma Águia Real que em vão tentava voar, batendo as suas enormes asas,
aflita e sofredora.
– Águia Real, está sossegada. Eu vou tratar de ti e poderás voar de novo.
E João ficou nas margens do Lago das Águas Verdes durante três dias e três noites para
tratar a Águia Real. Por fim, ela conseguiu erguer-se e ensaiou um pequeno voo.
– Já posso voar de novo! Como te estou agradecida! Que posso fazer por ti, amigo?
– Eu tenho de atravessar o Lago das Águas Verdes, subir ao pico mais alto das
Montanhas da Neve e colher a Flor da Alegria para salvar a minha amiga Rosalinda que está
doente de tristeza.
– Nada mais fácil. O meu ninho é mesmo lá no pico mais alto das Montanhas. Sobe para
cima de mim sem medo. Nós, as Águias Reais, somos as mais fortes e as mais corajosas das
aves.
E João, agarrado ao pescoço da sua amiga, voou muito alto, sobre o lago das Águas
Verdes. E todos os animais do bosque levantaram para o céu uns olhos redondos de espanto. E
até os peixinhos do lago puseram de fora as cabecinhas curiosas. É que nunca ninguém tinha
visto um rapazinho voar montado numa Águia Real!
A Águia pousou no pico mais alto das Montanhas da Neve, despediu-se do amigo e voou
para o seu ninho.
E ali mesmo, no meio da neve, abrigada de todos os ventos por um rochedo, João encontrou
a Flor da Alegria. O seu pé era delicado e frágil, as suas folhas tinham a forma de um coração e
as suas pétalas tinham a cor quente da amizade. Então, com muito cuidado, João colheu a Flor,
apertou-a contra o coração, desceu as Montanhas da Neve a correr e a correr entrou na casa
de Rosalinda.
Já ela estava sentada na sua cadeira, com a cabecinha muito direita, as trancinhas
negras caídas nos ombros, os olhos parados, as mãos imóveis... e caído aos seus pés o Bebé,
seu boneco preferido, com uma lágrima redondinha como uma pérola a deslizar nas suas
bochechas rosadinhas.
João colocou a Flor da Alegria nas mãos de Rosalinda. Então uma estrelinha, muitas
estrelinhas começaram a brilhar nos olhos da amiga. Ela sacudiu a cabeça e as suas trancinhas
negras começaram a bailar para um lado, para o outro. Depois as suas mãos apanharam o Bebé
e secaram a lágrima-pérola das suas bochechinhas rosadas.
E virou-se para o João a rir. E o seu riso era tão alegre, tão claro, tão cristalino que ele
começou a rir também.
E a partir desse dia voltaram as brincadeiras debaixo da laranjeira grande. E que
brincadeiras! Ele eram corridas, ele eram gargalhadas, ele eram cantigas! Até a D. Gertrudes,
avó da Rosalinda, dizia rindo também:
– Ai, estes risos! Como eles me fazem bem!
E a Flor da Alegria?
Essa não morreu nunca. Ficou a morar para sempre no coração do João e no coração da
Rosalinda.
Manuela Monteiro
A flor da alegria
Porto, Campo das Letras, 2006
quarta-feira, 3 de abril de 2013
LIVRO DO MÊS DE ABRIL

Biografia
João Pedro Mésseder nasceu em 1957, no Porto. Sob a identidade de José António Gomes, é Professor Coordenador da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, tendo-se doutorado em Literatura Portuguesa do século XX pela Universidade Nova de Lisboa e publicado diversos estudos nos âmbitos da História e da Crítica Literárias (Literatura Portuguesa Contemporânea e Literatura para a Infância e a Juventude), além de várias antologias. Nesta qualidade, fundou e dirige a revista Malasartes – Cadernos de Literatura para a Infância e a Juventude (Porto Editora).
É autor de livros de poesia e de cerca de três dezenas de obras para crianças e jovens, repartidas pela escrita em verso, pelo álbum e pela narrativa – alguns dos títulos traduzidos para galego e espanhol. Está representado em antologias em Portugal, no Brasil e na Alemanha, e tem colaboração dispersa em diversas publicações.
Textos seus têm sido utilizados em espetáculos teatrais de grupos como Andante, Sopa de Letras, Renascer, teatromosca, Gisela Cañamero / arte pública e TIN.BRA - Teatro Infantil de Braga. Criou o texto principal para o espetáculo Lenheiras de Cuca-Macuca (2008) do Teatro e Marionetas de Mandrágora, com encenação de José Caldas. Vários dos seus poemas e outros textos foram musicados, interpretados e gravados pelo Bando dos Gambozinos [1], sob a direcção musical de Suzana Ralha, tendo Romance do 25 de Abril sido integralmente musicado por Pedro Moura e apresentado, sob a forma de opereta infantil, num espectáculo realizado na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, em 25 de Abril de 2007. Em 2010, por encomenda da Rádio e Televisão de Portugal, escreveu o conto Comédia italiana, a partir do quadro, com o mesmo título, de Columbano. Com base em ambos foi realizado um filme de animação.
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