quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Livro do mês de setembro



terça-feira, 23 de setembro de 2014

Texto da semana...... Cada Dia é Sempre Diferente dos Outros....




Cada dia é sempre diferente dos outros, mesmo quando se faz aquilo que já se fez. Porque nós somos sempre diferentes todos os dias, estamos sempre a crescer e a saber cada vez mais, mesmo quando percebemos que aquilo em que acreditávamos não era certo e nos parece que voltámos atrás. Nunca voltamos atrás. Não se pode voltar atrás, não se pode deixar de crescer sempre, não se pode não aprender. Somos obrigados a isso todos os dias. Mesmo que, às vezes, esqueçamos muito daquilo que aprendemos antes. Mas, ainda assim, quando percebemos que esquecemos, lembramo-nos e, por isso, nunca é exactamente igual.
— Porquê, pai?
— Porque a memória não deixa que seja igual, mesmo que seja uma memória muito vaga, mesmo que seja só assim uma espécie de sensação muito vaga. É que a memória não é sempre aquilo que gostaríamos que fosse. Grande parte dos nossos problemas estão na memória volúvel que possuímos. Aquilo que é hoje uma verdade absoluta, amanhã pode não ter nenhum valor. Porque nos esquecemos, filho. Esquecemos muito daquilo que aprendemos. E cansamo-nos. E quando estamos cansados, deixamos de aprender. Queremos não aprender por vontade. Essa é a nossa maneira de resistir, mais ou menos, àquilo que nos custa entender. E aquilo que nos custa entender pode ter muitas formas, pode chegar de muitos lugares.
— Porquê, pai?
— Porque nos parece que é assim. Mas talvez não seja assim. Aquilo que nos custa entender é sempre uma surpresa que nos contradiz. Então, procuramos convencer-nos das mais diversas maneiras, encontramos as respostas mais elaboradas e incríveis para as perguntas mais simples. E acreditamos mesmo nelas, queremos mesmo acreditar nelas e somos capazes. Somos mesmo capazes. Não imaginas aquilo em que somos capazes de acreditar.
— Porquê, pai?
— Porque temos de sobreviver. Porque, à noite, a esta hora, temos de encontrar força para conseguirmos dormir, descansar, e temos de acreditar que no dia seguinte poderemos acordar na vida que quisemos, que desejámos. Temos de acreditar que poderemos acordar na vida que conseguimos construir e que essa vida tem valor, vale a pena. Muito mais difícil do que esse esforço é considerarmos que fomos incapazes, que não conseguimos melhor, que a culpa foi nossa, toda e exclusiva.


José Luís Peixoto, in 'Abraço'

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Férias a ler

Boas férias e boas leituras


A Equipa da Biblioteca Escolar

Vencedores do desafio do mês de junho

A turma do 2º G da professora Lúcia elaborou estas interessantes lengalengas:

Nós somos as Anas
Gostamos de bananas
Comemos bifanas
Vendidas nas caravanas
Brincamos com  as Dianas
E as Marianas
A saltar em cima das camas.

Nós somos as Saras
Pintamos as caras
Jogamos com as Saras
E a Mª João
Que come o pão
Deitada no chão
E chama a Isabel
Para andar no carrossel.

O João e o Simão
Vão à lua no foguetão
Os Dinis e o Luís
Voam até Paris,
Com o Rafael
A comer mel
Até à floresta
O Gonçalo
Corre de cavalo.

O Diogo
Apaga o fogo
E o Bruno
Já chora com o fumo.
O Renato
Nas brasas assa o pato
E o Lucas grelha
As trutas.

O Pedro e o Rodrigo
Comem o figo
E o Andy
Aniversariante
Traz o bolo que todos comemos
Com folgo.

Turma 2º ano Gondifelos - Prof.ª Lúcia Meira

terça-feira, 3 de junho de 2014

Livro do mês de Junho






Luísa Ducla Soares nasceu em Lisboa a 20 de Julho de 1939. É licenciada em Filologia Germânica. Iniciou a sua atividade profissional como tradutora, consultora literária e jornalista, tendo sido diretora da revista de divulgação cultural ”Vida” (1971-72). Colaboradora de diversos jornais e revistas, estreou-se com um livro de poemas” Contrato” em 1970. Orientando-se preferencialmente para a literatura destinada a crianças e jovens, publicou mais de 80 obras.
 É sócia-fundadora do Instituto de Apoio à Criança.. Tem elaborado para o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, para o Ministério da Educação e Fundação Gulbenkian diversas publicações seletivas da literatura infantil nacional e internacional. Vários poemas seus foram musicados, tendo sido editado em 1999 um CD com letras exclusivamente de sua autoria, musicados por Susana Ralha. Intitula-se “25” por ser constituído por 25 canções e se integrar na comemoração dos 25 anos da Revolução de 25 de abril.

Junto de escolas e bibliotecas desenvolve regularmente ações de incentivo à leitura. Participa frequentemente em colóquios e encontros, apresentando conferências e comunicações sobre problemática relacionada com os jovens e a leitura e sobre literatura para os mais novos. 







Ajudantes da Biblioteca



                                                  Um agradecimento especial
                                                  Aos ajudantes da biblioteca
                                                  Que durante o ano letivo
                                                  Apareceram na hora certa.

A coordenadora da BE profª Rosa Dias encantada com a sua equipa de ajudantes


A equipa dos ajudantes






Avaliação do Plano de Melhoria da Biblioteca Escolar - Alunos



sexta-feira, 2 de maio de 2014

Livro do mês maio





Carlo Collodi é o pseudónimo de Carlo Lorenzini. Nasceu em Florença, a 24 de novembro de 1826 e faleceu a  26 de outubro de 1890
Foi um jornalista e escritor italiano do século XIX, famoso pela criação de Pinóquio
Iniciou a sua carreira escrevendo num catálogo de uma livraria florentina. Tornou-se depois um jornalista de sucesso e em breve escrevia para jornais de toda a Itália. Fundou, então, um jornal próprio, que foi fechado pela censura, em 1848.
Publicou as obras "Gli amici di casa" e "Un romanzo in vapore. Da Firenze a Livorno. Guida storico-umoristica", por volta de1856. O seu primeiro livro infantil foi publicado em 1876, e intitulava-se "Racconti delle fate", uma tradução do francês. No ano seguinte escreve "Giannettino" e em 1878, "Minuzzolo".
Em 1881 inicia a publicação do "Giornale per i bambini" (Jornal para as crianças) - primeiro periódico italiano voltado para o público infantil. Foi ali que, em curtos capítulos, publica originalmente a "Storia di un burattino" (História de um Boneco) - primeiro título das Aventuras de Pinóquio. Publicou ainda outros contos, como "Storie allegre", em 1887 - mas nenhum deles alcançou o sucesso de sua obra - prima. Pinóquio é, sem dúvida, a criatura que engoliu o criador: a mais famosa personagem da literatura infantil, conhecida em todo o planeta.

Lorenzini morreu repentinamente em 1890, na sua cidade natal, onde foi sepultado.


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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Livro do mês de abril



Biografia

Álvaro Magalhães nasceu no Porto, em 1951. Começou por publicar poesia, no início dos anos 80 e, em 1982 publicou o seu primeiro livro para crianças  intitulado História com muitas Letras. Desde então construiu uma obra singular e diversificada, que conta atualmente com mais de três dezenas de títulos e integra contos, poesia, narrativas juvenis e textos dramáticos. As suas obras, onde reina a força do imaginário e da palavra, apelam permanentemente à imaginação e ao sonho, não como formas de escapismo mas como fatores poderosos de modelação do ser. 
Foi distinguido com vários prémios entre os quais se destacam os prémios atribuídos pela Associação Portuguesa de Escritores e pelo Ministério da Cultura entre 1981 e 1985, o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens 2002 com o livro Hipopótimos – Uma História de Amor e a nomeação para a Lista de Honra do IBBY (International Board on Books For Young People) em 2002, com O Limpa-Palavras e outros Poemas.





Desafio do mês