quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Recordando João Ubaldo Ribeiro....







 Excerto da última cronica publicada por João Ubaldo Ribeiro em finais de julho deste ano no jornal O Globo


"Ainda é cedo para avaliar a chamada lei da palmada, mas tenho certeza de que, protegendo as nossas crianças, ela se tornará um exemplo para o mundo. Pelo que eu sei, se o pai der umas palmadas no filho, pode ser denunciado à polícia e até preso. Mas, antes disso, é intimado a fazer uma consulta ou tratamento psicológico. Se, ainda assim, persistir em seu comportamento delituoso, não só vai preso mesmo, como a criança é entregue aos cuidados de uma instituição que cuidará dela exemplarmente, livre de um pai cruel e de uma mãe cúmplice. Pai na cadeia e mãe proibida de vê-la, educada por profissionais especializados e dedicados, a criança crescerá para tornar-se um cidadão modelo. E a lei certamente se aperfeiçoará com a prática, tornando-se mais abrangente. Para citar uma circunstância em que o aperfeiçoamento é indispensável, lembremos que a tortura física, seja lá em que hedionda forma — chinelada, cascudo, beliscão, puxão de orelha, quiçá um piparote —, muitas vezes não é tão séria quanto a tortura psicológica. Que terríveis sensações não terá a criança, ao ver o pai de cara amarrada ou irritado? E os pais discutindo e até brigando? O egoísmo dos pais, prejudicando a criança dessa maneira desumana, tem que ser coibido, nada de aborrecimentos ou brigas em casa, a criança não tem nada a ver com os problemas dos adultos, polícia neles."




http://oglobo.globo.com/opiniao/o-correto-uso-do-papel-higienico-13297732

Portugal do antigamente.....As Carpideiras.



.Carpideira era uma profissional feminina que tinha como  função chorar para um defunto alheio. Era feito um acordo monetário entre a carpideira e os familiares do defunto; a carpideira chorava e mostrava seus prantos sem nenhum sentimento, grau de parentesco ou amizade.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Livro do mês de setembro



terça-feira, 23 de setembro de 2014

Texto da semana...... Cada Dia é Sempre Diferente dos Outros....




Cada dia é sempre diferente dos outros, mesmo quando se faz aquilo que já se fez. Porque nós somos sempre diferentes todos os dias, estamos sempre a crescer e a saber cada vez mais, mesmo quando percebemos que aquilo em que acreditávamos não era certo e nos parece que voltámos atrás. Nunca voltamos atrás. Não se pode voltar atrás, não se pode deixar de crescer sempre, não se pode não aprender. Somos obrigados a isso todos os dias. Mesmo que, às vezes, esqueçamos muito daquilo que aprendemos antes. Mas, ainda assim, quando percebemos que esquecemos, lembramo-nos e, por isso, nunca é exactamente igual.
— Porquê, pai?
— Porque a memória não deixa que seja igual, mesmo que seja uma memória muito vaga, mesmo que seja só assim uma espécie de sensação muito vaga. É que a memória não é sempre aquilo que gostaríamos que fosse. Grande parte dos nossos problemas estão na memória volúvel que possuímos. Aquilo que é hoje uma verdade absoluta, amanhã pode não ter nenhum valor. Porque nos esquecemos, filho. Esquecemos muito daquilo que aprendemos. E cansamo-nos. E quando estamos cansados, deixamos de aprender. Queremos não aprender por vontade. Essa é a nossa maneira de resistir, mais ou menos, àquilo que nos custa entender. E aquilo que nos custa entender pode ter muitas formas, pode chegar de muitos lugares.
— Porquê, pai?
— Porque nos parece que é assim. Mas talvez não seja assim. Aquilo que nos custa entender é sempre uma surpresa que nos contradiz. Então, procuramos convencer-nos das mais diversas maneiras, encontramos as respostas mais elaboradas e incríveis para as perguntas mais simples. E acreditamos mesmo nelas, queremos mesmo acreditar nelas e somos capazes. Somos mesmo capazes. Não imaginas aquilo em que somos capazes de acreditar.
— Porquê, pai?
— Porque temos de sobreviver. Porque, à noite, a esta hora, temos de encontrar força para conseguirmos dormir, descansar, e temos de acreditar que no dia seguinte poderemos acordar na vida que quisemos, que desejámos. Temos de acreditar que poderemos acordar na vida que conseguimos construir e que essa vida tem valor, vale a pena. Muito mais difícil do que esse esforço é considerarmos que fomos incapazes, que não conseguimos melhor, que a culpa foi nossa, toda e exclusiva.


José Luís Peixoto, in 'Abraço'

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Férias a ler

Boas férias e boas leituras


A Equipa da Biblioteca Escolar

Vencedores do desafio do mês de junho

A turma do 2º G da professora Lúcia elaborou estas interessantes lengalengas:

Nós somos as Anas
Gostamos de bananas
Comemos bifanas
Vendidas nas caravanas
Brincamos com  as Dianas
E as Marianas
A saltar em cima das camas.

Nós somos as Saras
Pintamos as caras
Jogamos com as Saras
E a Mª João
Que come o pão
Deitada no chão
E chama a Isabel
Para andar no carrossel.

O João e o Simão
Vão à lua no foguetão
Os Dinis e o Luís
Voam até Paris,
Com o Rafael
A comer mel
Até à floresta
O Gonçalo
Corre de cavalo.

O Diogo
Apaga o fogo
E o Bruno
Já chora com o fumo.
O Renato
Nas brasas assa o pato
E o Lucas grelha
As trutas.

O Pedro e o Rodrigo
Comem o figo
E o Andy
Aniversariante
Traz o bolo que todos comemos
Com folgo.

Turma 2º ano Gondifelos - Prof.ª Lúcia Meira

terça-feira, 3 de junho de 2014

Livro do mês de Junho






Luísa Ducla Soares nasceu em Lisboa a 20 de Julho de 1939. É licenciada em Filologia Germânica. Iniciou a sua atividade profissional como tradutora, consultora literária e jornalista, tendo sido diretora da revista de divulgação cultural ”Vida” (1971-72). Colaboradora de diversos jornais e revistas, estreou-se com um livro de poemas” Contrato” em 1970. Orientando-se preferencialmente para a literatura destinada a crianças e jovens, publicou mais de 80 obras.
 É sócia-fundadora do Instituto de Apoio à Criança.. Tem elaborado para o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, para o Ministério da Educação e Fundação Gulbenkian diversas publicações seletivas da literatura infantil nacional e internacional. Vários poemas seus foram musicados, tendo sido editado em 1999 um CD com letras exclusivamente de sua autoria, musicados por Susana Ralha. Intitula-se “25” por ser constituído por 25 canções e se integrar na comemoração dos 25 anos da Revolução de 25 de abril.

Junto de escolas e bibliotecas desenvolve regularmente ações de incentivo à leitura. Participa frequentemente em colóquios e encontros, apresentando conferências e comunicações sobre problemática relacionada com os jovens e a leitura e sobre literatura para os mais novos. 







Ajudantes da Biblioteca



                                                  Um agradecimento especial
                                                  Aos ajudantes da biblioteca
                                                  Que durante o ano letivo
                                                  Apareceram na hora certa.

A coordenadora da BE profª Rosa Dias encantada com a sua equipa de ajudantes


A equipa dos ajudantes






Avaliação do Plano de Melhoria da Biblioteca Escolar - Alunos