quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O Pior Medo é o Medo de Nós Próprios...


O medo é muitas vezes o muro que impede as pessoas de fazerem uma série de coisas. Claro que o medo também pode ser positivo, em certa medida ajuda a que se equilibrem alguns elementos e se tenham certas coisas em consideração, mas na maior parte dos casos é negativo, é algo que nos faz mal. (...) O pior medo é o medo de nós próprios e a pior opressão é a auto-opressão. Antes de se tentar lutar contra qualquer outra coisa, penso que é importante lutarmos contra ela e conquistarmos a liberdade de não termos medo de nós próprios.

José Luís Peixoto,

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Momento de poesia...Voz de Outono de Antero de Quental








Ouve tu, meu cansado coração,
O que te diz a voz da Natureza:
— «Mais te valera, nú e sem defesa,
Ter nascido em aspérrima solidão,

Ter gemido, ainda infante, sobre o chão
Frio e cruel da mais cruel
deveza, Do que embalar-te a Fada da Beleza,
Como embalou, no berço da Ilusão!

Mais valera à tua alma visionária
Silenciosa e triste ter passado
Por entre o mundo hostil e a turba vária,

(Sem ver uma só flor, das mil, que amaste)
Com ódio e raiva e dor... que ter sonhado
Os sonhos ideais que tu sonhaste!» —

Antero de Quental, in "Sonetos" 

Vencedora de Outubro do livro do mês...



A lenda de S. Martinho..




terça-feira, 10 de novembro de 2015

Quadra e advinhas do S.Martinho..









QUADRAS

Ó meu rico S. Martinho,
Gosto muito das tuas castanhinhas
Adoro-as muito
De preferência bem quentinhas.

Catarina Araújo, 5º 1

O S. Martinho é solidário,
Partilhou a sua capa com o mendigo,
Comeu castanhas quentinhas
 E ganhou um novo amigo.

Prof.ª Rosa Dias

Sei bem o que vou dizer:
No dia de S. Martinho
Há sempre festa a valer
Com castanhas e bom vinho.

Dª Cristina Coutinho

O verão de S. Martinho
Chega sempre à hora certa
Traz castanhas e bom vinho
Da pipa que fica aberta.

Luísa Faria, 5º 2

No dia de S. Martinho,
Os ouriços abrem
Comemos castanhas
Que bem que sabem.

Tatiana Pereira, 5º2

O S. Martinho chegou
Com castanhas bem quentinhas
Saltou a fogueira
Com as amiguinhas

Beatriz Silva, 5º 1
Quando o frio chega
Assam-se as castanhas no quentinho
Abre-se a pipa na adega
É tempo de provar o vinho

Prof. António Paulo Gonçalves

On célèbre au Portugal
La fête de Saint Martin
On mange des châtaignes
Et on boit du bon vin.

Luísa Faria, 5º 2 e profª Rosa Dias

Les adultes et les enfants
Trouvent la fête une merveille
On joue, on mange, on rigole
Et normalement brille le soleil.

Luísa Faria, 5º 2 e profª Rosa Dias

C’est une fête chouette
Où la châtaigne est reine
On saute les feux de Saint Martin
Le vin coule à la fontaine.


Luísa Faria, 5º 2 e profª Rosa Dias



ADIVINHAS
1

Tenho camisa e casaco
Sem remendo nem buraco
Estoiro como um foguete
Se alguém no lume me mete

2

                       Se me rio… de mim sai uma donzela
Mais donzela do que eu
Ela vai com quem a leva
Eu fico com quem me deu

3

Qual a coisa qual e ela
Tem três capas de Inverno
A segunda é lustrosa
A terceira é amargosa

4

Tem casca bem guardada
Ninguém lhe pode mexer
Sozinha ou acompanhada
Em Novembro nos vem ver
















Soluções:

1- Castanha 
2- Ouriço
3- Castanha

4- Castanha






sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Texto da semana...O Ideal é a Vida..

A nossa vida sem ideais nenhuns, toda quotidiana, quer no presente quer pelo pensamento do futuro. Perdendo a religião, nada reavemos para a substituir; nem arte, porque a arte é, como religião, para muito poucos; nem ciência, que é para menos ainda, nem filosofia, que é para quase nenhuns. 
Não me refiro à conducta mas a ideais. Uma sociedade nunca pode ser grande nem pura sem ideais, porque na moral que nasce, na moral para uso quotidiano e de quotidiana origem, caberá uma certa decência, uma honestidade, razoáveis instintos humanitários, mas não uma nobreza de qualquer espécie, não uma grandeza de carácter. E o ponto importante é este. O ideal é a vida; vamos perdendo o ideal, e a nossa vitalidade vai diminuindo tristemente. 

Fernando Pessoa, 'Inéditos'