quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Concurso de Leitura Expressiva VIII
A 8ª edição do Concurso de Leitura Expressiva tem como o tema o DESPORTO, uma vez que estamos em ano de Jogos Olímpicos.
Contamos com a vossa costumada participação.
Consulta e descarrega aqui o Regulamento e a Ficha de Inscrição.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Pensamos de Mais e Sentimos de Menos..
Queremos todos ajudar-nos uns aos outros. Os seres humanos são assim. Queremos viver a felicidade dos outros e não a sua infelicidade. Não queremos odiar nem desprezar ninguém. Neste mundo há lugar para toda a gente. E a boa terra é rica e pode prover às necessidades de todos.
O caminho da vida pode ser livre e belo, mas desviámo-nos do caminho. A cupidez envenenou a alma humana, ergueu no mundo barreiras de ódio, fez-nos marchar a passo de ganso para a desgraça e a carnificina. Descobrimos a velocidade, mas prendemo-nos demasiado a ela. A máquina que produz a abundância empobreceu-nos. A nossa ciência tornou-nos cínicos; a nossa inteligência, cruéis e impiedosos. Pensamos de mais e sentimos de menos. Precisamos mais de humanidade que de máquinas. Se temos necessidade de inteligência, temos ainda mais necessidade de bondade e doçura. Sem estas qualidades, a vida será violenta e tudo estará perdido.
O avião e a rádio aproximaram-nos. A própria natureza destes inventos é um apelo à fraternidade universal, à união de todos. Neste momento, a minha voz alcança milhões de pessoas através do mundo, milhões de homens sem esperança, de mulheres, de crianças, vítimas dum sistema que leva os homens a torturar e a prender pessoas inocentes. Àqueles que podem ouvir-me, digo: Não desesperem. A desgraça que nos oprime não provém senão da cupidez, do azedume dos homens que têm receio de ver a humanidade progredir. O ódio dos homens há-de passar, e os ditadores morrem, e o poder que tiraram ao povo, o povo retomá-lo-à. Enquanto os homens morrerem, a liberdade não perecerá.
Charles Chaplin, in 'Discurso final de «O Grande Ditador»'
O caminho da vida pode ser livre e belo, mas desviámo-nos do caminho. A cupidez envenenou a alma humana, ergueu no mundo barreiras de ódio, fez-nos marchar a passo de ganso para a desgraça e a carnificina. Descobrimos a velocidade, mas prendemo-nos demasiado a ela. A máquina que produz a abundância empobreceu-nos. A nossa ciência tornou-nos cínicos; a nossa inteligência, cruéis e impiedosos. Pensamos de mais e sentimos de menos. Precisamos mais de humanidade que de máquinas. Se temos necessidade de inteligência, temos ainda mais necessidade de bondade e doçura. Sem estas qualidades, a vida será violenta e tudo estará perdido.
O avião e a rádio aproximaram-nos. A própria natureza destes inventos é um apelo à fraternidade universal, à união de todos. Neste momento, a minha voz alcança milhões de pessoas através do mundo, milhões de homens sem esperança, de mulheres, de crianças, vítimas dum sistema que leva os homens a torturar e a prender pessoas inocentes. Àqueles que podem ouvir-me, digo: Não desesperem. A desgraça que nos oprime não provém senão da cupidez, do azedume dos homens que têm receio de ver a humanidade progredir. O ódio dos homens há-de passar, e os ditadores morrem, e o poder que tiraram ao povo, o povo retomá-lo-à. Enquanto os homens morrerem, a liberdade não perecerá.
Charles Chaplin, in 'Discurso final de «O Grande Ditador»'
2ª Sessão Educar com Cinema..
No dia 15 de janeiro,
o auditório da escola EBI de Gondifelos encheu-se de curiosos para ver o filme
«O Garoto», de Charlie Chaplin. Muitas foram as famílias que não quiseram
perder a 2ª sessão de Educar com Cinema, cuja temática foi “A família”. Foi
agradável ver a plateia, sobretudo os miúdos, rir e emocionar-se com o humor e
a graciosidade do ator Charlie Chaplin, acompanhado do pequeno garoto. Após o
filme, houve uma curta reflexão orientada pelo diretor do Cineclube de Joane,
Vítor Ribeiro, com a colaboração de Jorge Barbosa, Presidente da “Associação
Mais Vida IPSS”, elemento bem conhecido da comunidade. A partir dos comentários
de ambos, a plateia aderiu a esta espécie de tertúlia dialogando sobre algumas
questões suscitadas pelo filme e sobre a importância da família. A noite
terminou com uma bebida quente e um docinho e muita conversa à mistura.
Lembramos que esta iniciativa, Educar com Cinema, integra o
Plano de Atividades da Biblioteca Escolar e pretende dinamizar, com a
colaboração do Cineclube de Joane, uma sessão de cinema mensal, tratando e
refletindo uma temática diferente a cada mês, a partir da análise e discussão
do filme, orientadas pelo Diretor do Cineclube e com a participação de um
convidado especial diferente em cada sessão, pertencente à comunidade local ou
outra personalidade a contactar.
Não perca a próxima sessão! O tema, desta vez, será “A
Amizade”. Esteja atento à divulgação do filme que estamos a escolher para si!
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Depois das eleições...Gonçalo M. Tavares, in 'O Senhor Kraus'
Depois de uma campanha eleitoral animada, a grande vantagem de qualquer eleição democrática é a de o povo sair, finalmente, da sala de estar dos políticos. É uma sensação de alívio que alguns eleitos descrevem como semelhante ao momento em que uma dor intensa, por qualquer razão obscura, termina.
(...) Depois de qualquer eleição a sensação dos políticos - quer tenham perdido quer tenham ganho - é a de que o povo mais profundo acaba de entrar todo num comboio, dirigindo-se, compactamente, para uma terra distante. Esse povo voltará apenas, no mesmo comboio, nas semanas que antecedem a eleição seguinte.
Esse intervalo temporal é indispensável para que o político tenha tempo para transformar, delicadamente, o ódio ou a indiferença em nova paixão genuína.
Gonçalo M. Tavares, in 'O Senhor Kraus'
(...) Depois de qualquer eleição a sensação dos políticos - quer tenham perdido quer tenham ganho - é a de que o povo mais profundo acaba de entrar todo num comboio, dirigindo-se, compactamente, para uma terra distante. Esse povo voltará apenas, no mesmo comboio, nas semanas que antecedem a eleição seguinte.
Esse intervalo temporal é indispensável para que o político tenha tempo para transformar, delicadamente, o ódio ou a indiferença em nova paixão genuína.
Gonçalo M. Tavares, in 'O Senhor Kraus'
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Ser Livre...Vergílio Ferreira, in 'Nítido Nulo..
É mais difícil ser livre do que puxar a uma carroça. Isto é tão evidente que receio ofender-vos. Porque puxar uma carroça é ser puxado por ela pela razão de haver ordens para puxar, ou haver carroça para ser puxada. Ou ser mesmo um passatempo passar o tempo puxando. Mas ser livre é inventar a razão de tudo sem haver absolutamente razão nenhuma para nada. É ser senhor total de si quando se é senhoreado. É darmo-nos inteiramente sem nos darmos absolutamente nada. É ser-se o mesmo, sendo-se outro. É ser-se sem se ser. Assim, pois, tudo é complicado outra vez. É mesmo possível que sofra aqui e ali de um pouco de engasgamento. Mas só a estupidez se não engasga, ó meritíssimos, na sua forma de ser quadrúpede, como vós o deveis saber.
Vergílio Ferreira, in 'Nítido Nulo..
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