terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Desafio do mês de janeiro



Esta é a história do rato Celestino, que nasceu com defeito de fabrico. Dos sete irmãos que teve, só ele nasceu com o pelo branco. Por causa disso, foi acolhido e acarinhado por um homem que gostava de ler livros que ensinavam a escrever cartas de amor. Depois de ouvir ler tantas palavras de gostar, o Celestino arranjou uma namorada. Chamava-se Aurora e casou com ela na noite em que os espíritos bons andavam à solta pelas ruas da cidade.


Desafio: Na nossa biblioteca não encontras ratos, mas certamente encontras muitas coisas interessantes. Desenha e ilustra o que gostarias de encontrar na biblioteca.
                 Os melhores trabalhos serão premiados. 

Livro do mês de janeiro






José Vaz
Nasceu em Rego Pinheiro, em Avintes, a 11 de Janeiro de 1940, onde passou toda a sua infância e juventude. Fez a sua instrução primária nas escolas do Magarão e de Cabanões.
      Começou a trabalhar com onze anos como torneiro de madeira, sendo depois pintor de medalhas, cravador de joias, empregado de escritório e controlador fabril até que, em Setembro de 1966, ingressou na antiga Companhia União Fabril Portuense – CUFP/UNICER (Fábrica da Cerveja) onde desempenhou as funções de empregado de escritório, operador de psicometria, analista de profissões e responsável pela área social.
     Foi percussionista (caixa) na Banda Musical de Avintes, entre 1952 e 1961.
     Iniciou os seus estudos secundários com 22 anos e, aos 62, após ter sido pré-reformado pela Fábrica da Cerveja, ingressou na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, licenciando-se com distinção em História e, em Novembro de 2011, foi-lhe atribuído pela mesma faculdade o grau de Mestre em História Contemporânea.
     Foi ator, encenador, cravador de joias e autor de textos de teatro para crianças.
     Em 1983, iniciou a sua atividade literária para a área da infância e a sua obra "Para Sonhar com Borboletas Azuis" foi distinguida com a publicação no catálogo de 1987 da "The Withe Ravens – A Selection of International Children's and Youth Literature", de Munique. A sua obra "O Nó da Corda Amarela" ganhou, em 1989, o 1º Prémio de Literatura Infantil-Cidade de Montijo. As suas obras, "Alzira, a santa suplente", "A Máquina de Fazer Palavras" e "Hoje é Natal!", foram selecionadas em 2000, 2001 e 2002, respetivamente, para as Olimpíadas da Leitura. Em 1989, foram-lhe atribuídas pela Câmara de Vila Nova de Gaia um Público Louvor e a Medalha de Mérito Municipal – Classe Ouro.
Integra o "Dicionário Cronológico de Autores Portugueses", o "Dicionário de Literatura Infantil Portuguesa", a "Breve História da Literatura para Crianças em Portugal" e o atual "Plano Nacional de Leitura".
Foi um dos fundadores da Ilha Mágica – Projeto para a Infância e Juventude, sendo atualmente o seu Presidente da Assembleia-geral.
Foi um dos fundadores da Audientis- Centro de Documentação e Investigação em História Local, sendo atualmente o seu Presidente da Direção.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Livro do mês de dezembro



2 Histórias de Natal (Alice Vieira)



Alice Vieira, nasceu em Lisboa, em 1943. Licenciou-se em Filologia Germânica, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Dedicou – se ao jornalismo, tendo dirigido no Diário de Notícias os suplementos Juvenil e Catraio. Colaborou em vários programas de televisão para crianças. Consideradas umas das mais importantes autoras portuguesas de literatura infanto-juvenil, foi várias vezes premiada. As suas obras foram traduzidas em várias línguas.



Desafio: Constrói um símbolo de Natal.
Os melhores símbolos serão premiados.

Resumo da obra
«O Pai Natal acordou muito cedo. Olhou para o lado: a Mãe Natal ainda dormia. Levantou-se com muito cuidado (se ela acordava de repente ficava impossível de aturar) e, em bicos de pés, foi até à porta da rua. Abriu-a muito devagar e lançou os olhos, ainda vagamente piscos de sono, pela imensidão gelada à sua frente. Neve, neve e nada mais além de neve. Uma brancura que até fazia arder a vista.

- Ainda não é desta … – murmurou desanimado.

Voltou a fechar a porta e sentiu-se muito cansado.
- Mas por que é que, em todo o mundo, só eu é que não tenho direito a receber um presente de Natal? – murmurou, olhando a lista que a Mãe Natal lhe tinha deixado em cima da mesa, para que não se esquecesse de nada.
Até ela, até ela tinha direito à sua prenda. Durante muitos anos, limitara-se a pedir “umas luvas de lã, pois tenho sempre as mãos enregeladas”. Mas ao fim de tantos anos já não havia gavetas que chegassem para guardar as luvas – e as mãos continuavam enregeladas …”»