sexta-feira, 15 de setembro de 2017

O regresso à escola


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O regresso à escola

Entrou a medo, quase. Parecia que se tinha esquecido do cheiro da sala. O peso da mochila fazia sentir-se nos ombros bronzeados pelo sol do calhau.
O verão foi generoso. Deu-lhe dias lindos para poder ir à praia enrolar-se nas ondas e encher-se de areia. A mãe ralhava-lhe sempre um pouco porque deixava um rasto de areia que ia da entrada da casa até à banheira.
-Consigo encontrar-te só pela pista de areia. - Dizia-lhe fula.
-Já limpo, mãe. - Mas a verdade é que o já demorava muito e tinha de ser avisado e avisado e avisado.
Agora João traz a mochila às costas e o seu mundo de praia e brincadeira sem horários está a ficar para trás. Sente um aperto no coração. Mas João não está triste. Sente que outra parte da sua vida recomeça. A parte dos cheiros dos lápis novos, dos livros impecáveis, dos sons das cadeiras a arrastar, do pó de giz e dos amigos… os seus amigos.
João sente o aperto no coração. Tinha tantas saudades deles.

Retirado daqui..
 http://aescoladooctavio.blogspot.pt/2011/10/regresso-escola.html


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Bem vindos ao novo ano escolar...


sexta-feira, 2 de junho de 2017

Livro do mês de junho


Maria Rosa Parreiro Colaço nasceu em 1935, em Torrão, Alcácer do Sal, e faleceu a 13 de outubro de 2004. Foi professora, escritora e jornalista.
Filha de Manuel Jacinto Colaço Júnior e de Margarida Parreira, Maria Rosa iniciou a sua atividade como enfermeira, e seguidamente como professora do ensino primário, em Moçambique e em Almada, mas foi como jornalista e autora de contos e poemas, alguns dos quais musicados, que o seu nome se tornou conhecido.


Defensora da liberdade e senhora com caráter forte, sempre atenta às modificações da sociedade e defensora de uma participação cívica ativa, assim da importância da leitura no desenvolvimento e na educação das crianças, celebrizou-se com a publicação do livro "A Criança e a Vida", tendo colaborado regularmente com vários jornais e foi assessora da RTP (Rádio e Televisão Portuguesa).
Foi-lhe atribuída a comenda da Ordem da Liberdade com Palma por agraciamento póstumo proposto pelo Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio.







quarta-feira, 31 de maio de 2017

Leitura encenada






Leitura encenada muito bem apresentada

A Biblioteca foi palco de uma leitura encenada produzida e apresentada pelos alunos Pedro Eiras, Roberto Araújo, Rúben Eiras, Ana Abrantes e Beatriz Santos, da turma 9º 1 aos alunos do 1º Ciclo de Gondifelos, que se encantaram com a tradicional história de “Os Três Porquinhos”. O Pedro narrava a história ao som de uma música de fundo, num cenário elaborado pelos alunos, onde constavam maquetes da floresta, das casinhas e marionetas dos porquinhos e do lobo mau. O Roberto e o Ruben deram voz às personagens desta história que a Ana e a Beatriz manobraram com mestria. Todo o trabalho apresentado foi desenvolvido nas aulas de Educação Visual e a professora Ana Silva explicou aos meninos como tudo aconteceu.
A professora Lúcia Meira, que foi professora destes alunos, recompensou-os com um miminho doce.
Os alunos e os professores gostaram muito deste momento de leitura que terminou com uma canção “ O Cuco na Floresta” entoada por todos os presentes.

A equipa da BE

terça-feira, 30 de maio de 2017

9ª sessão Educar com om Cinema




O comboio passou em Gondifelos


Uma locomotiva do século XIX, chamada The General, atravessou o horizonte de Gondifelos e deixou um rastro de boa disposição e de nostalgia.
Sexta-feira, 26 de maio, aconteceu mais uma sessão de “Educar com Cinema”. Devido às condições climatéricas, a sessão não pôde realizar-se ao ar livre e o auditório da escola sede voltou a ser o palco de mais uma noitada de cinema. Desta vez, o Cineclube de Joane, parceiro do AEG, propôs o filme The General (Pamplinas Maquinista, EUA, 1927, 75 minutos) dos realizadores Buster Keaton e Clyde Bruckman.
Johnnie Gray, maquinista de uma locomotiva batizada The General tem dois amores: a locomotiva e a noiva, Annabelle Lee. Quando a Guerra da Secessão rebenta em 1861, o Exército recusa-o, achando-o mais útil à causa sulista como maquinista do que como soldado. Depois de várias aventuras de ajuda na causa da guerra, Johnnie é recompensado: pode integrar o Exército, reconciliando-se assim com os seus dois amores. Piadas, ação e emoção sucederam-se ao ritmo da música especialmente composta por Joe Hisaishi.
Rui Leitão, dirigente da Associação Cultural Fértil, convidado especial desta última sessão, comentou o filme na companhia de Vítor Ribeiro, do Cineclube de Joane. De entre as várias observações e análises, destacaram a corrida desenfreada onde, quase sempre em comboios em movimento, Keaton, com o seu habitual rosto inexpressivo, consegue fazer-nos rir com as soluções encontradas, a capacidade de improviso perante o mais delicado dos problemas e o seu conhecido malabarismo físico (muitas vezes em situações perigosíssimas, e sempre sem usar duplos). Os cenários, o número elevado de figurantes e o ritmo frenético das ações (Keaton e o comboio quase parecem duas partes de um mesmo corpo) foram muito apreciados para um filme que conta com 90 anos de existência.
O diálogo continuou, como de costume, à volta de uma chávena e de algo doce. As pipocas deliciosas também estiveram presentes, não durante o filme, para não perturbar, mas no fim, entre conversas.
A equipa da BE e Direção da escola irão agora refletir sobre esta rubrica do projeto Educar com Cinema e os moldes em que funcionou e definir a sua continuidade no próximo ano letivo.
A BE agradece a todos quantos tornaram possível a concretização destas sessões. 

Portugal anos 50 e 70 Coimbra e Lisboa...


Imagens de outros outros tempos ...

Resultado de imagem para vidas alfredo cunhaNo meio da escuridão, a luz - Fotografias de Alfredo Cunha - PÚBLICO
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