quarta-feira, 25 de março de 2026

A vida de Jesus - filme.Tempo de Páscoa.


 

Música da semana: The stage( O palco)


 

Quem inventou o teatro?

 





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As origens do Teatro



A História do Teatro Ocidental começa aos pés da Acrópole, em Atenas, sob o luminoso céu da Grécia.

As suas origens encontram-se nos rituais báquicos, em homenagem a Dioniso, o deus do vinho, da vegetação e do crescimento, da procriação e da vida exuberante. Os festivais rurais da prensagem da uva (para o vinho), em dezembro, e as festas das flores de Atenas, em fevereiro e março, eram dedicados a ele. Mais tarde, foi destes ritos que  se desenvolveu a tragédia e a comédia, Dioniso  tornou-se o "deus do teatro".

TEATRO --> Obra de arte social e comunal, composta por:


ATOR

PÚBLICO

AÇÃO

ESPAÇO CÉNICO


O teatro consiste na ação do ator, no espaço cénico, para o público, portanto não existe teatro sem um desses elementos.

THEATRON:

Palavra grega que designa o lugar de onde se vê o espetáculo, o espaço dos espectadores. Só depois o teatro será concebido como o edifício inteiro, e ainda mais tarde, como a linguagem em si.




Os estilos clássicos do teatro (os primeiros e aqueles que deram origem a todos os outros) são:

TRAGÉDIA: (do grego tragoedia = canto do bode - relacionado ao sacrifício aos deuses pelos gregos)

Segundo Aristóteles é a imitação de uma ação de caráter elevado e completo (deuses, reis, heróis e pessoas nobres). A tragédia é "uma representação imitadora de uma ação séria, concreta, de certa grandeza, representada, e não narrada, por atores em linguagem elegante, empregando um estilo diferente para cada uma das partes, e que, por meio da compaixão e do horror provoca o desencadeamento liberador de tais afetos."


COMÉDIA: (dp grego comoedia = canto dos comuns, festa popular)

Apresenta fatos relacionados às pessoas comuns, do povo. Por esse motivo a comédia épassivel ao riso. Na Comédia há a identificado com a limitação de homens inferiores; não, todavia, quanto a toda a espécie de vícios, mas só quanto àquela parte do torpe que é o ridículo. O ridículo é apenas certo defeito, torpeza anódina e inocente; que bem o demonstra, por exemplo, a máscara cómica que, sendo feia e disforme não tem expressão de dor.

A origem do Teatro..No Teatro, a Verdade Esquiva-se Sempre.




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No teatro, a verdade esquiva-se sempre. Nunca a encontramos por completo, mas é forçoso procurá-la. Essa busca é claramente aquilo que guia os nossos esforços. É essa a nossa tarefa. Na maioria das vezes é no escuro que tropeçamos na verdade, esbarramos nela, ou vislumbramos uma imagem ou uma forma que parece corresponder à verdade, muitas vezes sem nos darmos conta disso. Mas a verdade verdadeira é que, na arte do teatro, não há nunca uma verdade única que possamos encontrar. Há muitas. Estas verdades desafiam-se mutuamente, fogem, reflectem-se, ignoram-se, espicaçam-se, são insensíveis umas às outras. Às vezes pensamos que temos a verdade de um momento na mão, e depois ela escapa-se-nos por entre os dedos e desaparece.

Harold Pinter, in "Discurso de Aceitação do Prémio Nobel"

                                                             Anfiteatro na Grécia Antiga




segunda-feira, 23 de março de 2026

ALUNO DO AEG NO "CONVENCE-ME - FESTA DA LEITURA DO AVE"



 

    No dia 16 de março, “Os segredeiros (Cecília Melo, Francisco Moreno, Tomás Amorim e Victória Ferreira, do 3º G), os “Autocarro de Outiz” (Daniel Brás, David Luís Ferreira, David Simão Sousa e Lucas Vieira, do 6º1) e “O Trio Maravilha” (Carolina Costa, Mariana Silva e Maria Francisca Ribeiro, do 8º2) deslocaram-se à Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco para participar na Fase Municipal da iniciativa “Convence-me – Festa da Leitura do Ave”.

    “Os Segredeiros” apresentaram o livro “Dez dedos Dez Segredos”, Maria Alberta Menéres com convicção e entusiasmo.


    
“Os Autocarro de Outiz” defenderam o livro “O Bando das Cavernas: Eureca”, de Nuno Caravela, apresentando argumentos válidos para a leitura desta obra.

    “Os Trio Maravilha” apresentaram o livro “O Colégio do Templo – o Corvo”, de Nuno Bernardo, socorrendo-se da arte dramática e da dança para convencer o júri e o público para a leitura desta obra.

    Esta iniciativa criou várias oportunidades de experiências únicas e memoráveis como a viagem em transporte público, que para os alunos mais jovens foi a primeira experiência, o convívio com outros colegas das várias escolas do concelho e a observação de diferentes modos argumentativos e artísticos de apresentação de diversas obras literárias. Alguns familiares dos alunos e a professora Cláudia Faria, do 1º Ciclo compareceram, assistiram e aplaudiram as várias apresentações.

    Parabéns aos nossos alunos pelo empenho, criatividade e determinação com que defenderam as obras, as leituras e os autores.



ALEGRIA, DEDICAÇÃO E AVENTURA NA SEMANA DA LEITURA

 



Durante os dias 9 e 13 deste mês de março, a promoção da leitura esteve em destaque em todos os níveis de ensino.

A abertura solene ocorreu na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, com a presença do escritor Afonso Reis Cabral, que apadrinhou esta Semana da Leitura. A comunidade foi presenteada com momentos de leitura, dança, música, artes performativas, jardinagem, diálogos, autógrafos e ilustrações inspiradas e inspiradoras.  

Os alunos do Pré-escolar de Outiz receberam um kit com os mais recentes títulos da Biblioteca para usufruírem de novas histórias no âmbito do projeto “Ler Fora da Escola” com as “Famílias Leitoras”.

Os alunos do 1º e 2º ciclo leram os livros “Poemas para Brincar e Pensar”, de Isabel Pereira Santos e “A Viúva e o Papagaio”, de Virgínia Woolf e participaram no concurso de Soletração, demonstrando bons conhecimentos de ortografia e leituras atentas.



Os alunos do 3º G treinaram a fluência leitora através da dinâmica “Agentes de Leitura”. Organizados em grupos de quatro, identificados com um colete e um crachá, munidos de um conjunto de multas literárias, durante os intervalos, os “Agentes de Leitura” abordavam os elementos da comunidade, interrogavam-nos sobre os seus hábitos de leitura e frequência da Biblioteca e aplicavam as multas, lendo-lhes um pequeno texto e recomendando a sua leitura com a frequência por eles estabelecida segundo a gravidade da falta com a leitura. Os alunos adoraram a experiência da prática da fluência leitora em comunidade.

Os alunos do 3º ciclo expuseram os seus trabalhos de escrita criativa alusivos à comemoração dos 150 anos do comboio em Famalicão. Ao longo da semana, deu-se continuidade ao projeto “10 minutos a ler” e a comunidade teve o ensejo de visitar a Feira do Livro, em parceira com a Livraria Fontenova, como é tradição, adquirindo novidades literárias a preços convidativos.

Os alunos tiveram ainda o ensejo de dar aso à sua imaginação na campanha “Miúdos a Votos”, elaborando cartazes e uma pequena sessão de esclarecimento sobre os livros que apoiam, convidando ao voto no próximo dia 24. Os alunos mais novos foram desafiados a participar no worshop de capas de livros, propondo uma nova capa para o seu livro preferido.

As mulheres da Comunidade foram agraciadas com uma lembrança alusiva ao dia internacional da mulher, que continha um post-it, convidando à escrita e um poema com as suas qualidades inalienáveis. Esta homenagem foi complementada com uma exposição da evocação da mulher e a oferta de um desdobrável da autoria do professor Leandro Silva, no âmbito do projeto “Dias Com História”.


O final da tarde de terça-feira recebeu a atividade “Laços de Leitura em Família” com os alunos e famílias da turma 5º1, que congregou irmãos, pais, avós e netos. Durante a sessão assistimos à dramatização da peça “Livros à Solta”, preparada em Movimento e Drama, em articulação com a Biblioteca, seguida de diálogos sobre leituras e livros. Deleitamo-nos com  leitura de poesia, capas e contracapas de alguns livros, estreitando-se, assim, os laços entre a família, a escola os livros e a leitura.



Na manhã de 5ª feira, o “Famalicão a Ler” foi vivido com uma leitura expressiva de um excerto de “As Farpas” de Ramalho Ortigão, proclamada pelos elementos da equipa da biblioteca para os alunos das turmas de 2º e 3º Ciclo convidados.

Foi uma semana intensa de atividade e animação com um livro e uma leitura sempre à mão.



PALAVRA DA SEMANA

 



A palavra teatro tem origem no grego antigo theatron, que significa literalmente "lugar para olhar" ou "lugar de onde se vê". Deriva do verbo theasthai ("olhar", "ver"). Evoluiu para o latim theatrum e referia-se ao espaço físico (plateia) onde o público se reunia para observar rituais e, posteriormente, tragédias e comédias.
  • Raízes Gregas: A origem está ligada ao theatron, local construído para assistir às celebrações de Dionísio.
  • Significado Inicial: Designava o espaço físico, o local de apreciação, e não apenas o género artístico.
  • Evolução do Conceito: Com o tempo, o termo passou a abranger não apenas o edifício, mas também a peça, a representação e a arte cénica em si.
  • Contexto Histórico: O teatro primitivo grego estava fortemente ligado a rituais religiosos, evoluindo para a forma de entretenimento e reflexão social que conhecemos hoje.
O conceito está, portanto, intrinsecamente ligado à ação de "ver" e à experiência coletiva de assistir a uma representação.