segunda-feira, 30 de março de 2026

Chegou a primavera-música da semana:The Stranglers - Always The Sun.


 

Texto da semana:Não são as Circunstâncias que Decidem a Nossa Vida.

 



A nossa vida, como repertório de possibilidades, é magnífica, exuberante, superior a todas as históricamente conhecidas. Mas assim como o seu formato é maior, transbordou todos os caminhos, princípios, normas e ideais legados pela tradição. É mais vida que todas as vidas, e por isso mesmo mais problemática. Não pode orientar-se no pretérito. Tem de inventar o seu próprio destino.

Mas agora é preciso completar o diagnóstico. A vida, que é, antes de tudo, o que podemos ser, vida possível, é também, e por isso mesmo, decidir entre as possibilidades o que em efeito vamos ser. Circunstâncias e decisão são os dois elementos radicais de que se compõe a vida. A circunstância – as possibilidades – é o que da nossa vida nos é dado e imposto. Isso constitui o que chamamos o mundo. A vida não elege o seu mundo, mas viver é encontrar-se, imediatamente, em um mundo determinado e insubstituível: neste de agora. O nosso mundo é a dimensão de fatalidade que integra a nossa vida.
Mas esta fatalidade vital não se parece à mecânica. Não somos arremessados para a existência como a bala de um fuzil, cuja trajectória está absolutamente pré-determinada. A fatalidade em que caímos ao cair neste mundo – o mundo é sempre este, este de agora – consiste em todo o contrário. Em vez de impor-nos uma trajetória, impõe-nos várias e, consequentemente, força-nos... a eleger. Surpreendente condição a da nossa vida! Viver é sentir-se fatalmente forçado a exercitar a liberdade, a decidir o que vamos ser neste mundo. Nem mum só instante se deixa descansar a nossa actividade de decisão. Inclusivé quando desesperados nos abandonamos ao que queira vir, decidimos não decidir.

É, pois, falso dizer que na vida «decidem as circunstâncias». Pelo contrário: as circunstâncias são o dilema, sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.

Ortega y Gasset, in 'A Rebelião das Massas'

"MIÚDOS A VOTOS" EM DIA DE ELEIÇÕES

 


No passado dia 24 de março, na biblioteca viveu-se uma azáfama muito especial: as eleições do projeto «Miúdos a Votos: quais os livros mais fixes?», promovido pela Rede de Bibliotecas Escolares.  

 Na nossa escola, os alunos escolheram os livros a apoiar, fizeram campanha com cartazes, e sessões de esclarecimento.

As eleições decorreram entre as dez e as dezasseis horas, na Biblioteca da escola sede, em Gondifelos.

À hora marcada, os cadernos eleitorais, os boletins de voto e as urnas para a votação estavam preparados. A mesa de voto, composta pela professora Bibliotecária, que exerceu a função de presidente, e um aluno de cada ciclo estavam devidamente identificados. Os alunos compareceram e exerceram o seu direito de voto, colocando-o na urna correspondente ao 1º, ao 2º ou ao 3º Ciclo.


No final da votação, abriram-se as urnas, procedeu-se à contagem dos votos e enviou-se o nosso escrutínio para a equipa de trabalho desta eleição nacional.

Os nossos resultados deram a vitória, no 1º Ciclo, ao livro “Eleição dos Bichos”, de Pedro Markum. No 2º e no 3º Ciclo, o livro vencedor foi “O Diário de um Banana1: Um Romance com Cartoons, Toque do Queijo”, de Jeff Kinney.



Os alunos responsáveis pela mesa de voto foram muito cumpridores e zelosos para que as eleições decorressem com toda a normalidade. Os alunos que vieram votar demonstraram civismo, responsabilidade e empenho no cumprimento do seu direito de voto, pelo que estão de parabéns.




PALAVRA DA SEMANA

 



A palavra gentileza tem origem no latim gentilis, que significa "da mesma família ou clã", derivado de gens (grupo de famílias/nobreza). Evoluiu para representar nobreza de caráter, bons modos e, posteriormente, amabilidade, delicadeza e ações distintas de cuidado para com o próximo.
Principais aspetos da origem e significado:
  • Etimologia: Vem do Latim gentilis + sufixo -eza.
  • Conceito Original: Ligado à ideia de "nobreza" ou de pertencer à mesma "gente" (família), sugerindo tratar os outros com a mesma consideração que os familiares.
  • Evolução: Passou de um sentido de "distinção de classe" para um sentido comportamental de delicadeza, cortesia e amabilidade.
  • Significado Atual: Refere-se a atos amáveis, atenciosos e altruístas que promovem a solidariedade, frequentemente descritos como a qualidade de ser gentil.




quarta-feira, 25 de março de 2026

A vida de Jesus - filme.Tempo de Páscoa.


 

Música da semana: The stage( O palco)


 

Quem inventou o teatro?

 





                                                 Clica na imagem para acederes á informação.


As origens do Teatro



A História do Teatro Ocidental começa aos pés da Acrópole, em Atenas, sob o luminoso céu da Grécia.

As suas origens encontram-se nos rituais báquicos, em homenagem a Dioniso, o deus do vinho, da vegetação e do crescimento, da procriação e da vida exuberante. Os festivais rurais da prensagem da uva (para o vinho), em dezembro, e as festas das flores de Atenas, em fevereiro e março, eram dedicados a ele. Mais tarde, foi destes ritos que  se desenvolveu a tragédia e a comédia, Dioniso  tornou-se o "deus do teatro".

TEATRO --> Obra de arte social e comunal, composta por:


ATOR

PÚBLICO

AÇÃO

ESPAÇO CÉNICO


O teatro consiste na ação do ator, no espaço cénico, para o público, portanto não existe teatro sem um desses elementos.

THEATRON:

Palavra grega que designa o lugar de onde se vê o espetáculo, o espaço dos espectadores. Só depois o teatro será concebido como o edifício inteiro, e ainda mais tarde, como a linguagem em si.




Os estilos clássicos do teatro (os primeiros e aqueles que deram origem a todos os outros) são:

TRAGÉDIA: (do grego tragoedia = canto do bode - relacionado ao sacrifício aos deuses pelos gregos)

Segundo Aristóteles é a imitação de uma ação de caráter elevado e completo (deuses, reis, heróis e pessoas nobres). A tragédia é "uma representação imitadora de uma ação séria, concreta, de certa grandeza, representada, e não narrada, por atores em linguagem elegante, empregando um estilo diferente para cada uma das partes, e que, por meio da compaixão e do horror provoca o desencadeamento liberador de tais afetos."


COMÉDIA: (dp grego comoedia = canto dos comuns, festa popular)

Apresenta fatos relacionados às pessoas comuns, do povo. Por esse motivo a comédia épassivel ao riso. Na Comédia há a identificado com a limitação de homens inferiores; não, todavia, quanto a toda a espécie de vícios, mas só quanto àquela parte do torpe que é o ridículo. O ridículo é apenas certo defeito, torpeza anódina e inocente; que bem o demonstra, por exemplo, a máscara cómica que, sendo feia e disforme não tem expressão de dor.