quinta-feira, 2 de julho de 2026

BOAS FÉRIAS!


 

A Equipa da Biblioteca deseja boas e merecidas férias para retemperar energias e regressar em pleno. 

Aproveita o ensejo para ler e viajar entre páginas!




Desafio para as férias: descobre este artista e a sua obra. 

PALAVRA DA SEMANA

 



ESCRITA CRIATIVA EM DESTAQUE

 

Coletânea de contos redigidos pelos alunos das turmas 5º1, 5º2, 5º3, 7º1, 7º2 e 9º2 nas aulas de português sobre o Natal '25.

Inserido no plano de melhoria da BE com a finalidade de desenvolver a escrita criativa e valorizar a expressão literária; consolidar hábitos de leitura e escrita

Docentes envolvidos: Alice Cruz,  Ana Silva, Bárbara Andrade,  Fátima Maia, Lara Antunes e Rosa Dias. 

terça-feira, 23 de junho de 2026

Kool & The Gang - Celebration


 

PALAVRA DA SEMANA

 



A palavra celebração tem origem no latim celebratĭo (do verbo celebrare). O seu significado original remonta à raiz celeber, que quer dizer "aquilo que é repetido várias vezes" e que, por extensão, passou a significar "notado", "famoso" e "digno de honras".
Hoje em dia, o termo designa o ato de honrar uma data, um evento ou uma ocasião através de uma festividade ou cerimónia. 
A palavra “comemorar” tem também a sua origem no latim e quer dizer “trazer à lembrança”. Desde os mais primitivos, os seres humanos sempre celebraram factos e datas e sempre comemoraram intensamente as suas conquistas e vitórias. Assim, do ponto de vista antropológico, celebrar e comemorar é fundamental para a vida em sociedade pois promove a participação das pessoas e eleva a autoestima do grupo.



segunda-feira, 15 de junho de 2026

PALAVRA DA SEMANA

 


A palavra planeta tem origem no termo grego antigo planḗtēs (ou planetes), que significa "viajante" ou "errante".
Este nome foi dado na Antiguidade pelos astrónomos gregos aos corpos celestes que, ao contrário das estrelas fixas, pareciam mover-se e "vagar" pelo céu noturno.



A palavra remete para para corpo celeste com gravidade suficiente para assumir uma forma esférica, e que se move em redor de uma estrela. Na antiguidade os astrónomos chamaram-lhes "estrelas errantes", associando a cada planeta o nome de uma divindade.



terça-feira, 9 de junho de 2026

Música da semana:Nick Cave & The Bad Seeds - Into My Arms


 

Texto da semana: A Cantiga do Optimismo

 





Não embarquem na cantiga do otimismo. Sempre que possível, vejam as coisas pelo lado ruim. Desejem o melhor, mas não deixem nunca de esperar o pior. E saibam que dois terços das conquistas do Homem se fizeram, mais do que pelo otimismo dos seus autores, em resultado do pessimismo dos vizinhos daqueles. Os compêndios irão contra vós. Dir-vos-ão que são cínicos, escapistas, pobres cultores da ideia de supremacia do mal sobre o bem, tristes conformistas destinados ao imobilismo e mais nada. Não acreditem. Se há uma coisa capaz de mover montanhas, é ter ao lado um sacana a dizer «Não consegues, pá, dês as voltas que deres não consegues» - e, aliás, nós próprios concordarmos com ele. Em todo o caso, o mal exerce efetivamente supremacia sobre o bem. Vocês sabem que as crianças choram antes de rir - e que. muito antes de aprenderem o potencial sedutor de um sorriso, já conhecem as virtudes chantagísticas de uma boa gritaria.
Não pensem que o método é meu. Insinuou-o Voltaire, no seu Candide, à revelia dos otimistas taralhoucos que vieram antes e depois dele, como Leibniz ou Godwin. Gramsci tratou da exegese. O verdadeiro segredo? O verdadeiro método? «É preciso atrair violentamente a atenção para o presente do modo como ele é. Pessimismo da inteligência, otimismo da vontade», proclamou. Não é infalível, claro.

Joel Neto, in 'Banda Sonora para um Regresso a Casa'






PALAVRA DA SEMANA

 


A palavra otimismo deriva do latim optimus (que significa "o melhor"), ao qual se junta o sufixo -ismo. O termo surgiu na filosofia do século XVIII para definir a crença de que vivemos no "melhor dos mundos possíveis". 
Conheça a fundo os detalhes desta origem e da sua evolução:
  • Raiz Latina: Vem de optimus, que é o superlativo de bonus (bom). Significa literalmente "o mais excelente" ou "o melhor". 
  • Origem Filosófica: O termo começou a ser usado com o filósofo alemão Gottfried Wilhelm Leibniz (1646–1716) na sua obra Ensaios de Teodicea (1710). Ele defendia que, como Deus é infinitamente bom, este mundo tem de ser o melhor possível, mesmo que contenha imperfeições. 
  • Popularização: Com a difusão da palavra na Europa, o francês Voltaire popularizou o seu uso crítico no romance satírico Cândido, ou o Otimismo (1759), onde ridicularizava a visão de que tudo acabaria sempre bem.



terça-feira, 2 de junho de 2026

DIA DO BRINCAR COM UMA EXPOSIÇÃO DE ENCANTAR


     Celebrando o Dia Internacional do Brincar, a Biblioteca preparou uma exposição de brinquedos antigos e alguns brinquedos atuais que os alunos puderam apreciar, enquanto brincavam com os jogos didáticos e brincadeiras disponíveis neste espaço de crescimento pessoal e social. 




 


SUAVIDADE E MODERAÇÃO NO PROGRAMA DE TRANSIÇÃO

 



ALUNOS DE CAVALÕES NO PROGRAMA DE TRANSIÇÃO PARA O 2º CICLO

 

No âmbito do programa de transição para o 2º ciclo, promovido pelo SPO, em articulação com várias estruturas do Agrupamento, os alunos do 4º ano da Escola de Cavalões, visitaram a Biblioteca, usufruíram de uma breve formação de utilizadores, participaram numa sessão de leitura da história “Um problema explosivo”, de Margarida Fonseca Santos,  deixaram as suas impressões sobre a Biblioteca, o seu espólio e as suas múltiplas valências em pequenos cartões, que ficaram expostos num placar da Biblioteca. 


Esta visita à escola sede saldou-se francamente positiva na promoção da confiança dos alunos para permitir que cada criança se possa adaptar mais facilmente à nova situação e conhecer os agentes educativos/adultos que a vão apoiar. 



PROGRAMA DE TRANSIÇÃO ESCOLAR: CONHECER, VIVER, FACILITAR

 


No âmbito do programa de transição para o 1º ciclo, promovido pela psicóloga Judite Costa, do SPO, em articulação com a terapeuta da fala, Anabela Alvarenga, e outras estruturas do Agrupamento, os alunos do Pré-Escolar do Jardim de Infância de Gondifelos, acompanhados pelos seus Encarregados de Educação, visitaram as instalações da escola-sede e vivenciaram experiências novas.

 Na Biblioteca, usufruíram de uma breve formação de utilizadores e um momento de “A Hora do Conto” com a professora Bibliotecária, Rosa Dias, que lhes contou a história “Tu vais ser aquilo que quiseres ser”, de Sandra Alonso. Toda a visita foi muito apreciada pelas crianças que expressaram o seu entusiasmo e desenharam as suas impressões desta visita que ficou exposta no placard da Biblioteca.



A visita à escola-sede foi bastante positiva, na medida em que contribuiu para a promoção da confiança dos alunos, permitindo que cada criança se possa adaptar mais facilmente à próxima situação escolar e conhecer os agentes educativos/adultos que a vão apoiar no próximo ano letivo.




ARTE COM LIVROS


“Um dia a criar” promoveu a criatividade e a partilha artística entre alunos


No passado dia 1 de junho, realizou-se na Biblioteca Escolar a atividade “Um dia a criar: uma experiência artística com alunos”, promovida pelo Clube do Aluno e dinamizada por Pedro Carvalho, Coordenador Intermunicipal do Plano Nacional das Artes

Ao longo da tarde, os alunos participantes viveram uma experiência artística imersiva, centrada na criatividade, na expressão artística, na colaboração e na exploração de diferentes formas de criação. A atividade proporcionou momentos de reflexão, experimentação e construção coletiva, permitindo aos alunos desenvolver competências criativas e de trabalho em equipa. No final da sessão, os participantes tiveram a oportunidade de apresentar o trabalho realizado a uma turma da escola, partilhando o processo criativo desenvolvido e os resultados alcançados. Esta apresentação constituiu uma importante experiência de comunicação e valorização do trabalho realizado, promovendo o diálogo e a troca de ideias entre pares.



O entusiasmo, a dedicação e o envolvimento demonstrados pelos alunos contribuíram para o sucesso da iniciativa, que se revelou uma experiência enriquecedora a nível pessoal, artístico e social. Com atividades desta natureza, o Clube do Aluno continua a promover oportunidades de aprendizagem diferenciadas, incentivando a criatividade, a participação ativa e o desenvolvimento integral dos alunos.




EDUCAR COM CINEMA NO JARDIM DE INFÂNCIA

 

Jardim de Infância de Gondifelos

Jardim de Infância de Outiz


Após um breve interregno, o cinema voltou aos Jardins de Infância de Gondifelos e de Outiz, com a curta-metragem de animação da Pixar (2016) intitulado “Piper”.

 As crianças, depois de reconhecerem os elementos essenciais numa sala de cinema e no acesso a ela, nomeadamente a tela, o projetor, as colunas/som, as cadeiras numeradas e por fila, os espetadores e o bilhete de acesso, visualizaram atentamente o filme que acompanha um pequeno filhote de pássaro (pilrito-das-praias) que precisa de superar o seu medo das ondas do mar.

Após a visualização procedeu-se à exploração da história, das personagens, do espaço e dos sons, tendo as crianças identificado o espaço da história, as personagens e os sentimentos expressos, demonstrando que perceberam a mensagem da história.

Ao terminar a sessão, as crianças foram desafiadas a desenhar a parte do filme que mais gostaram.

A equipa da Biblioteca agradece a disponibilidade e ao acolhimento das Educadoras e Assistentes Operacionais, que facilitaram a implementação deste projeto de formação de público para o cinema.






Texto da semana: Dia mundial da criança 1 de Junho



Criança

Cabecinha boa de menino triste,
de menino triste que sofre sozinho,
que sozinho sofre, — e resiste,

Cabecinha boa de menino ausente,
que de sofrer tanto se fez pensativo,
e não sabe mais o que sente...

Cabecinha boa de menino mudo
que não teve nada, que não pediu nada,
pelo medo de perder tudo.

Cabecinha boa de menino santo
que do alto se inclina sobre a água do mundo
para mirar seu desencanto.

Para ver passar numa onda lenta e fria
a estrela perdida da felicidade
que soube que não possuiria.

Cecília Meireles, in 'Viagem'



Ode à Criança

A criança é criativa porque é crescimento e se cria a si própria. É como um rei, porque impõe ao mundo as suas ideias, os seus sentimentos e as suas fantasias. Ignora o mundo do acaso, pré-elaborado, e constrói o seu próprio mundo de ideais. Tem uma sexualidade própria. Os adultos cometem um pecado bárbaro ao destruir a criatividade da criança pelo roubo do seu mundo, sufocando-a com um saber artificial e morto, e orientando-a no sentido de finalidades que lhe são estranhas. A criança é sem finalidade, cria brincando e crescendo suavemente; se não for perturbada pela violência, não aceita nada que não possa verdadeiramente assimilar; todo o objeto em que toca vive, a criança é cosmos, mundo, vê as últimas coisas, o absoluto, ainda que não saiba dar-lhes expressão: mas mata-se a criança ensinando-a a a ter-se a finalidades e agrilhoando-a a uma rotina vulgar a que, hipocritamente, se chama realidade.

Robert Musil, in 'O Homem sem Qualidades'



Música da semana: Nick Cave & The Bad Seeds - O Children (Live) 4K


 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

PALAVRA DA SEMANA

 

A palavra criança tem origem no latim. Ela deriva da junção do verbo creāre (que significa "criar" ou "fazer crescer") com o sufixo -ança (do latim -antia, que indica o resultado de uma ação). 
Historicamente, a palavra remete ao sentido de "aquilo que está sendo criado" ou "o que cresce". O verbo creāre partilha a mesma raiz indo-europeia (ḱer-) que deu origem ao verbo crescer
  • Formação: criar + -ança

Antes de começarmos, note como a palavra tem um sufixo muito curioso: -ança. Encontramo-lo em palavras que mostram um excesso, como «festança», mas também em palavras menos superlativas: «confiança», «esperança» (entre tantas outras).

Portanto, o que este sufixo faz é pegar num verbo e transformá-lo num nome. «Confiar» transforma-se em «confiança»; «esperar» transforma-se em «esperança» — e por aí fora.

Ao contrário doutros sufixos, o sufixo -ança parece ter perdido a força. Criou palavras durante séculos e, um belo dia, cansou-se. Hoje, é difícil usá-lo para criar novas palavras. «Amar» pode transformar-se em «amança»? Dificilmente. «Parar» pode ser «parança»? Na verdade, sim: «parança» está nos dicionários, tal como, entre outras mais raras, «falança». Mas palavras como «teclança» seriam difíceis de criar agora (mas nunca se sabe…).

Em contraste, há outros sufixos que continuam a trabalhar sem parança: se amanhã aparecesse um país chamado «Talaguistão», é bem provável que os seus habitantes fossem os talaguistaneses. O sufixo -ês está vivo e recomenda-se.

No caso da palavrinha que nos trouxe aqui, o sufixo -ança, num tempo em que ainda andava cheio de pujança, encontrou o verbo «criar», chegou-se a ele e nasceu uma bela «criança». Este «criar» veio — surpresa! — do latim, mais propriamente da forma verbal «creāre». O verbo latino já tinha vindo da antiga forma proto-indo-europeia «*er-», que significava «crescer» ou «fazer crescer» e que também está na origem do verbo português «crescer». O verbo «criar» também deu origem a «criatura», «criação», «cria», «criadouro»…

https://24noticias.sapo.pt/opiniao/artigos/qual-e-a-origem-da-palavra-crianca






LIVRO DO MÊS

 


segunda-feira, 25 de maio de 2026

Música da semana: Yusuf / Cat Stevens - Where Do The Children Play?


 

Texto da semana:Os Homens são como as Crianças.

 



A atitude que nós temos para com as crianças é a atitude que o sábio tem para com todos os homens, que são pueris mesmo após a idade madura e os cabelos brancos. O que terão progredido estes homens, cujos males da sua alma apenas se tornaram em maiores males, que em forma e grandeza corporais tanto diferem das crianças, mas que em tudo o resto não são menos ligeiros e inconstantes, correndo atrás dos desejos sem reflectirem, agitados e que quando se aquietam é por medo, não por engenho seu?
Diria que aquilo que distingue as crianças dos homens é que a avidez das crianças é por dados, nozes e pequenas moedas de ouro, enquanto que a dos homens é pelo ouro e pela prata das cidades; uns imaginam magistrados entre eles mesmos e imitam a toga, o facho e o tribunal, os outros jogam os mesmos jogos, mas a sério, no Campo de Marte, no Fórum e na Cúria; uns, amontoando areia à beira-mar, constroem simulacros de casas, os outros, como quem executa uma grande obra, trabalhando a pedra na construção de paredes e tectos, fazem aquilo que os devia abrigar um verdadeiro perigo. Por isso, entre crianças e homens-feitos o erro é igual, diferindo apenas o objecto e a importância.
Assim sendo, não é por acaso que o sábio recebe as ofensas dos homens como brincadeiras e, de vez em quando, os admoesta e castiga, não porque tenha sofrido a injúria, mas sim porque a cometeram e para que não a repitam. É também com a vergasta que domamos os animais, e não nos iramos com eles quando eles recusam ser montados, mas reprimimo-los, para que a dor vença a sua teimosia. Vês assim resolvida aquela objecção que nos fazem: se o sábio não sofre a injúria nem a ofensa, porque pune os que as cometeram? De facto, ele não se vinga, ele emenda-os.

Séneca, in 'Da Constância do Sábio'





PALAVRA DA SEMANA

 



A palavra brincar tem uma origem encantadora. O verbo deriva diretamente da palavra brinco, que por sua vez vem do latim vinculum (significando laço ou vínculo) e do verbo vincire (que significa prender ou encantar)
A evolução da palavra revela uma ligação muito bonita e profunda: 
  • O Laço (Vinculum): O significado original remete à ideia de "fazer laços", unir ou ligar pessoas através da diversão.
  • Do Enfeite ao Jogo: O termo vinculum evoluiu e deu origem ao substantivo "brinco" (a joia que enfeita) e, mais tarde, ao verbo "brincar".
  • Outras Raízes: Em algumas correntes linguísticas e dicionários, também se aponta uma raiz germânica, como blinken (brilhar) ou springan (pular/saltar), o que se alinha perfeitamente com a energia e o movimento dos jogos.