O teu espaço de aprendizagem e leituras onde encontras tudo o que procuras
quarta-feira, 15 de julho de 2026
quinta-feira, 2 de julho de 2026
BOAS FÉRIAS!
A Equipa da Biblioteca deseja boas e merecidas férias para retemperar energias e regressar em pleno.
Aproveita o ensejo para ler e viajar entre páginas!
Desafio para as férias: descobre este artista e a sua obra.
ESCRITA CRIATIVA EM DESTAQUE
Coletânea de contos redigidos pelos alunos das turmas 5º1, 5º2, 5º3, 7º1, 7º2 e 9º2 nas aulas de português sobre o Natal '25.
Inserido no plano de melhoria da BE com a finalidade de desenvolver a escrita criativa e valorizar a expressão literária; consolidar hábitos de leitura e escrita.
Docentes envolvidos: Alice Cruz, Ana Silva, Bárbara Andrade, Fátima Maia, Lara Antunes e Rosa Dias.
terça-feira, 23 de junho de 2026
Kool & The Gang - Celebration
PALAVRA DA SEMANA
Hoje em dia, o termo designa o ato de honrar uma data, um evento ou uma ocasião através de uma festividade ou cerimónia.
segunda-feira, 15 de junho de 2026
PALAVRA DA SEMANA
terça-feira, 9 de junho de 2026
Texto da semana: A Cantiga do Optimismo
Não embarquem na cantiga do otimismo. Sempre que possível, vejam as coisas pelo
lado ruim. Desejem o melhor, mas não deixem nunca de esperar o pior. E saibam
que dois terços das conquistas do Homem se fizeram, mais do que pelo otimismo
dos seus autores, em resultado do pessimismo dos vizinhos daqueles. Os
compêndios irão contra vós. Dir-vos-ão que são cínicos, escapistas, pobres
cultores da ideia de supremacia do mal sobre o bem, tristes conformistas destinados
ao imobilismo e mais nada. Não acreditem. Se há uma coisa capaz de mover
montanhas, é ter ao lado um sacana a dizer «Não consegues, pá, dês as voltas
que deres não consegues» - e, aliás, nós próprios concordarmos com ele. Em todo
o caso, o mal exerce efetivamente supremacia sobre o bem. Vocês sabem que as
crianças choram antes de rir - e que. muito antes de aprenderem o potencial
sedutor de um sorriso, já conhecem as virtudes chantagísticas de uma boa
gritaria.
Não pensem que o método é meu. Insinuou-o Voltaire, no seu Candide,
à revelia dos otimistas taralhoucos que vieram antes e depois dele, como
Leibniz ou Godwin. Gramsci tratou da exegese. O verdadeiro segredo? O
verdadeiro método? «É preciso atrair violentamente a atenção para o presente do
modo como ele é. Pessimismo da inteligência, otimismo da vontade», proclamou.
Não é infalível, claro.
Joel Neto, in 'Banda Sonora para um Regresso a Casa'
PALAVRA DA SEMANA
- Raiz Latina: Vem de optimus, que é o superlativo de bonus (bom). Significa literalmente "o mais excelente" ou "o melhor".
- Origem Filosófica: O termo começou a ser usado com o filósofo alemão Gottfried Wilhelm Leibniz (1646–1716) na sua obra Ensaios de Teodicea (1710). Ele defendia que, como Deus é infinitamente bom, este mundo tem de ser o melhor possível, mesmo que contenha imperfeições.
- Popularização: Com a difusão da palavra na Europa, o francês Voltaire popularizou o seu uso crítico no romance satírico Cândido, ou o Otimismo (1759), onde ridicularizava a visão de que tudo acabaria sempre bem.
terça-feira, 2 de junho de 2026
DIA DO BRINCAR COM UMA EXPOSIÇÃO DE ENCANTAR
SUAVIDADE E MODERAÇÃO NO PROGRAMA DE TRANSIÇÃO
ALUNOS DE CAVALÕES NO PROGRAMA DE TRANSIÇÃO PARA O 2º
CICLO
No âmbito do programa de
transição para o 2º ciclo, promovido pelo SPO, em articulação com várias
estruturas do Agrupamento, os alunos do 4º ano da Escola de Cavalões, visitaram
a Biblioteca, usufruíram de uma breve formação de utilizadores,
participaram numa sessão de leitura da história “Um problema
explosivo”, de Margarida Fonseca Santos, deixaram as suas impressões sobre a
Biblioteca, o seu espólio e as suas múltiplas valências em pequenos cartões,
que ficaram expostos num placar da Biblioteca.
Esta visita à escola sede
saldou-se francamente positiva na
promoção da confiança dos
alunos para permitir que cada criança se possa adaptar mais facilmente à nova situação e conhecer os agentes educativos/adultos que a vão apoiar.
PROGRAMA DE TRANSIÇÃO ESCOLAR: CONHECER, VIVER, FACILITAR
Na Biblioteca, usufruíram de uma breve formação de utilizadores e um momento de “A Hora do Conto” com a professora Bibliotecária, Rosa Dias, que lhes contou a história “Tu vais ser aquilo que quiseres ser”, de Sandra Alonso. Toda a visita foi muito apreciada pelas crianças que expressaram o seu entusiasmo e desenharam as suas impressões desta visita que ficou exposta no placard da Biblioteca.
A visita à escola-sede foi bastante positiva,
na medida em que contribuiu para a promoção da confiança dos alunos, permitindo
que cada criança se possa adaptar mais facilmente à próxima situação escolar e
conhecer os agentes educativos/adultos que a vão apoiar no próximo ano letivo.
ARTE COM LIVROS
“Um dia a criar” promoveu a criatividade e a partilha artística entre alunos
No passado dia 1 de junho, realizou-se na Biblioteca Escolar a atividade “Um dia a criar: uma experiência artística com alunos”, promovida pelo Clube do Aluno e dinamizada por Pedro Carvalho, Coordenador Intermunicipal do Plano Nacional das Artes
Ao longo da tarde, os alunos participantes viveram uma experiência artística imersiva, centrada na criatividade, na expressão artística, na colaboração e na exploração de diferentes formas de criação. A atividade proporcionou momentos de reflexão, experimentação e construção coletiva, permitindo aos alunos desenvolver competências criativas e de trabalho em equipa. No final da sessão, os participantes tiveram a oportunidade de apresentar o trabalho realizado a uma turma da escola, partilhando o processo criativo desenvolvido e os resultados alcançados. Esta apresentação constituiu uma importante experiência de comunicação e valorização do trabalho realizado, promovendo o diálogo e a troca de ideias entre pares.
O entusiasmo, a dedicação e o envolvimento demonstrados pelos alunos contribuíram para o sucesso da iniciativa, que se revelou uma experiência enriquecedora a nível pessoal, artístico e social. Com atividades desta natureza, o Clube do Aluno continua a promover oportunidades de aprendizagem diferenciadas, incentivando a criatividade, a participação ativa e o desenvolvimento integral dos alunos.
EDUCAR COM CINEMA NO JARDIM DE INFÂNCIA
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| Jardim de Infância de Gondifelos |
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| Jardim de Infância de Outiz |
Após um breve interregno, o
cinema voltou aos Jardins de Infância de Gondifelos e de Outiz, com a curta-metragem de animação da
Pixar (2016) intitulado “Piper”.
As crianças, depois de reconhecerem os
elementos essenciais numa sala de cinema e no acesso a ela, nomeadamente a tela,
o projetor, as colunas/som, as cadeiras numeradas e por fila, os espetadores e o
bilhete de acesso, visualizaram atentamente o filme que acompanha
um pequeno filhote de pássaro (pilrito-das-praias) que precisa de superar o seu
medo das ondas do mar.
Após a visualização procedeu-se
à exploração da história, das personagens, do espaço e dos sons, tendo as
crianças identificado o espaço da história, as personagens e os sentimentos expressos,
demonstrando que perceberam a mensagem da história.
Texto da semana: Dia mundial da criança 1 de Junho
Criança
de menino triste que sofre sozinho,
que sozinho sofre, — e resiste,
Cabecinha boa de menino ausente,
que de sofrer tanto se fez pensativo,
e não sabe mais o que sente...
Cabecinha boa de menino mudo
que não teve nada, que não pediu nada,
pelo medo de perder tudo.
Cabecinha boa de menino santo
que do alto se inclina sobre a água do mundo
para mirar seu desencanto.
Para ver passar numa onda lenta e fria
a estrela perdida da felicidade
que soube que não possuiria.
Cecília Meireles, in 'Viagem'
Ode à Criança
segunda-feira, 1 de junho de 2026
PALAVRA DA SEMANA
- Formação: criar + -ança
Antes de começarmos, note como a palavra tem um sufixo muito curioso: -ança. Encontramo-lo em palavras que mostram um excesso, como «festança», mas também em palavras menos superlativas: «confiança», «esperança» (entre tantas outras).
Portanto, o que este sufixo faz é pegar num verbo e transformá-lo num nome. «Confiar» transforma-se em «confiança»; «esperar» transforma-se em «esperança» — e por aí fora.
Ao contrário doutros sufixos, o sufixo -ança parece ter perdido a força. Criou palavras durante séculos e, um belo dia, cansou-se. Hoje, é difícil usá-lo para criar novas palavras. «Amar» pode transformar-se em «amança»? Dificilmente. «Parar» pode ser «parança»? Na verdade, sim: «parança» está nos dicionários, tal como, entre outras mais raras, «falança». Mas palavras como «teclança» seriam difíceis de criar agora (mas nunca se sabe…).
Em contraste, há outros sufixos que continuam a trabalhar sem parança: se amanhã aparecesse um país chamado «Talaguistão», é bem provável que os seus habitantes fossem os talaguistaneses. O sufixo -ês está vivo e recomenda-se.
No caso da palavrinha que nos trouxe aqui, o sufixo -ança, num tempo em que ainda andava cheio de pujança, encontrou o verbo «criar», chegou-se a ele e nasceu uma bela «criança». Este «criar» veio — surpresa! — do latim, mais propriamente da forma verbal «creāre». O verbo latino já tinha vindo da antiga forma proto-indo-europeia «*ḱer-», que significava «crescer» ou «fazer crescer» e que também está na origem do verbo português «crescer». O verbo «criar» também deu origem a «criatura», «criação», «cria», «criadouro»…
https://24noticias.sapo.pt/opiniao/artigos/qual-e-a-origem-da-palavra-crianca
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Texto da semana:Os Homens são como as Crianças.
Diria que aquilo que distingue as crianças dos homens é que a avidez das crianças é por dados, nozes e pequenas moedas de ouro, enquanto que a dos homens é pelo ouro e pela prata das cidades; uns imaginam magistrados entre eles mesmos e imitam a toga, o facho e o tribunal, os outros jogam os mesmos jogos, mas a sério, no Campo de Marte, no Fórum e na Cúria; uns, amontoando areia à beira-mar, constroem simulacros de casas, os outros, como quem executa uma grande obra, trabalhando a pedra na construção de paredes e tectos, fazem aquilo que os devia abrigar um verdadeiro perigo. Por isso, entre crianças e homens-feitos o erro é igual, diferindo apenas o objecto e a importância.
Assim sendo, não é por acaso que o sábio recebe as ofensas dos homens como brincadeiras e, de vez em quando, os admoesta e castiga, não porque tenha sofrido a injúria, mas sim porque a cometeram e para que não a repitam. É também com a vergasta que domamos os animais, e não nos iramos com eles quando eles recusam ser montados, mas reprimimo-los, para que a dor vença a sua teimosia. Vês assim resolvida aquela objecção que nos fazem: se o sábio não sofre a injúria nem a ofensa, porque pune os que as cometeram? De facto, ele não se vinga, ele emenda-os.
Séneca, in 'Da Constância do Sábio'
PALAVRA DA SEMANA
- O Laço (Vinculum): O significado original remete à ideia de "fazer laços", unir ou ligar pessoas através da diversão.
- Do Enfeite ao Jogo: O termo vinculum evoluiu e deu origem ao substantivo "brinco" (a joia que enfeita) e, mais tarde, ao verbo "brincar".
- Outras Raízes: Em algumas correntes linguísticas e dicionários, também se aponta uma raiz germânica, como blinken (brilhar) ou springan (pular/saltar), o que se alinha perfeitamente com a energia e o movimento dos jogos.

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