quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Morreu Quino o criador da Mafalda...

 




Joaquín
 Salvador Lavado, mais conhecido como Quino, morreu aos 88 anos. 
A notícia da morte foi confirmada no Twitter, pelo seu editor.


Filho de espanhóis, nascido em 1932, Joaquín Salvador Lavado desenhou e publicou vários livros de desenho gráfico para um público mais adulto, nos quais predomina um humor corrosivo e negro sobre a realidade social e política.

Ficou célebre, porém, por uma personagem que se tornou numa das mais improváveis comentadoras políticas da atualidade, Mafalda, uma menina que detestava sopa, adorava os Beatles e tinha monólogos preocupados e existencialistas, em frente a um globo terrestre.

Quino imaginou Mafalda para um anúncio publicitário a uma marca de eletrodomésticos, para o qual lhe pediram que desenhasse a história de uma família típica da classe média.

A banda desenhada não chegou a ser publicada, mas Quino recuperou a personagem Mafalda quando o convidaram para publicar no Primera Plana, na altura um jornal que procurava fazer uma reflexão crítica da atualidade argentina e internacional. Foi a 29 de setembro de 1964 que Mafalda surgiu.

Das tiras de Quino saíam comentários sobre a ordem do mundo, a luta de classes, o capitalismo e o comunismo, mas também, de forma mais subtil, sobre a situação política e social argentina.

Quino deixou de desenhar Mafalda em 1973, admitindo ter ficado extenuado, e continuou a desenhar e a publicar outros desenhos de humor, compilados em diversos álbuns, mas foi a criança contestatária que mais fez espalhar o seu nome e o seu trabalho pelo mundo.

Em 2014, o Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême, em França, e o AmadoraBD dedicaram exposições a Quino, a propósito dos 50 anos da criação de Mafalda.

O diário El País descreve-o como "o cartunista mais internacional e mais traduzido em língua espanhola, e talvez o mais cativante", com centenas de tiras publicadas na imprensa de todo o mundo, e recorda que, em 2014, Quino foi distinguido com o Prémio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades.

Hoje, o jornal espanhol recorda ainda a resposta de Quino quando lhe perguntaram como seria Mafalda, na atualidade. Segundo o El País, Quino contrapôs que provavelmente essa "menina sábia" estaria morta, porque seria um dos desaparecidos da ditadura militar argentina (1976-1983).

Em 2016, numa entrevista à agência Efe, por ocasião da Feira do Livro de Buenos Aires, Quino afirmava que o mundo atual seria para a personagem Mafalda "um desastre e uma vergonha".

"Olhando as coisas que fiz todos estes anos, percebo que digo sempre as mesmas coisas e que continuam atuais. É terrível... não?", referiu Quino, a propósito dos seus temas de sempre: "A morte, a velhice, os médicos e outras coisas", como as injustiças sociais, a pobreza.

Profundamente tímido e reservado, Quino reconheceu na mesma entrevista que gostaria de ser recordado como "alguém que fez pensar as pessoas sobre as coisas que acontecem".


Texto da semana....Não Penses...

 



Não penses. Que raio de mania essa de estares sempre a querer pensar. Pensar é trocar uma flor por um silogismo, um vivo por um morto. Pensar é não ver. Olha apenas, vê. Está um dia enorme de sol. Talvez que de noite, acabou-se, como diz o filósofo da ave de Minerva. Mas não agora. Há alegria bastante para se não pensar, que é coisa sempre triste. Olha, escuta. Nas passagens de nível, havia um aviso de «pare, escute, olhe» com vistas ao atropelo dos comboios. É o aviso que devia haver nestes dias magníficos de sol. Olha a luz. Escuta a alegria dos pássaros. Não penses, que é sacrilégio.

Vergílio Ferreira, in "Conta-corrente - nova série - 2"


Mês internacional da Biblioteca Escolar.

 


sábado, 26 de setembro de 2020

 

Prevenir a COVID-19 em todas as LÍNGUAS EUROPEIAS!

 

Sempre atentos às circunstâncias da realidade envolvente e prontos a promover as línguas europeias na sua intrínseca variedade e riqueza cultural, o Departamento de Línguas, em colaboração com a Radio+, o Clube Europeu AEG e a Biblioteca Escolar, celebram o Dia Europeu das Línguas com uma exposição multilingue de cartazes provenientes de campanhas nacionais de prevenção da COVID-19.









quinta-feira, 24 de setembro de 2020

A pandemia esquecida a gripe espanhola de 1918.....








Há precisamente 100 anos, estava o país a enterrar os últimos mortos de uma das piores pandemias de que há memória. A pneumónica de 1918 terá feito em todo o mundo mais de 100 milhões de vítimas.

Em Portugal, os estudos mais recentes apontam para um total de mortes superior a 130 mil, incluindo os pastorinhos de Fátima - os irmãos Jacinta e Francisco - ou o pintor Amadeo de Souza Cardoso.

O vírus entrou em força na reta final da I Guerra Mundial. Atingiu Portugal a partir do Alentejo, numa altura em que o país vivia uma profunda crise económica, social e política.

Os avanços médicos eram ainda muito pequenos para enfrentar um desafio destas dimensões.

Um século depois, regressamos às memórias daquela que ficou para sempre conhecida como a gripe espanhola.









Bem vindo de volta á escola...ao novo normal ..ao admirável mundo novo...



Para sabermos bem as coisas, é preciso sabermos os pormenores, e como estes são quase infinitos, os nossos conhecimentos são sempre superficiais e imperfeitos.
François La Rochefoucaud