sexta-feira, 21 de maio de 2021

A OPINIÃO DE UMA BOA LEITORA...

 

       Em consequência do projeto «Crianças Cáritas», fui desafiada a ler o livro «O país das Laranjas», de Rosário Alçada Araújo.

       Acho que o livro tem um ótimo desenlace além de estar muito bem escrito. Com todas as referências a momentos da personagem principal, Martha, com a família em Linz, faz-me refletir sobre como era a vida das pessoas numa zona extremamente perigosa durante a segunda guerra mundial. Na minha opinião, quando lemos um livro e realmente nos toca, nós entramos na história e assumimos o papel de um mero observador encantado com a história e foi isso que me aconteceu quando li este livro.

       Com a leitura desta obra fiquei a conhecer mais sobre este período negro da história do mundo e o papel que estas famílias portuguesas tiveram na vida das crianças austríacas. Fez-me entender as simples coisas como bordar, escrever na máquina ou até conversar com alguém eram importantes para a Martha e todas estas crianças.

       Realmente fico esperançosa em pensar que enquanto estas famílias portuguesas acolheram estas crianças elas possam ter crescido e tornarem-se grandes pessoas.




Livro oferecido à BE pela profª Sandra Rocha




CLUBE DA SOLIDARIEDADE E CIDADANIA CELEBRA CONNOSCO ESTE DIA


 

sexta-feira, 14 de maio de 2021

EDUCAR COM CINEMA REGRESSA EM FORMA PLENA

 


O Cante Alentejano fez-se ouvir no Pré

            Após um longo período de interrupção, motivada pela situação pandémica, o cinema voltou aos Jardins de Infância do AEG.

A equipa da Biblioteca Escolar (BE), através do seu projeto Educar com Cinema, integrado no Plano Nacional de Cinema (PNC), preparou com cuidado este regresso: contactou as educadoras, motivando-as para a iniciativa, selecionou o filme, produziu o bilhete e definiu a atividade a desenvolver com as crianças.

Pela primeira vez, esta equipa recorreu à Plataforma de Filmes do PNC, um serviço público e gratuito para as escolas que integram o Plano Nacional de Cinema. Concebida como uma plataforma tecnológica de apoio a este projeto, articula-se com a digitalização e preservação do património cinematográfico, em particular do cinema português, e viabiliza o acesso digital das escolas aos filmes constantes da lista do PNC. 

Perante a diversidade de filmes e documentários dirigidos a todos os graus de ensino, a escolha recaiu sobre o filme “Os Dez Anõezinhos da Tia Verde Água”, de Ricardo Neto (Portugal, 1976, 7’ 14’’), retirado da série Contos Tradicionais Portugueses.

A curta de animação retrata uma esposa que não tinha gosto pela lide doméstica, situação que punha em risco o seu casamento. Graças aos conselhos da tia Verde-Água, cuja sabedoria refletia a mentalidade comunitária, e à ajuda de dez imaginários anõezinhos, a esposa recupera o gosto pelas tarefas caseiras e a vida do casal tornou-se mais harmoniosa. E, imaginem, os dez anõezinhos eram afinal os dedos das duas mãos da jovem esposa...

A professora Rosa Dias, da BE, que habitualmente dinamiza estes encontros, com a colaboração da professora Sandra Rocha, conduziu a sessão com energia e entusiasmo, envolvendo os meninos e meninas na análise do filme. Além da história, explorou com eles as personagens, as cores, o cante alentejano, que se fez ouvir ao longo do filme, e, no final da sua dupla visualização, desafiou as crianças a desenhar as suas mãos no papel e a registar nelas a imagem que mais lhes agradou. Em Outiz, os meninos batizaram as personagens de Joaquina e Manuel, nomes bem portugueses, que combinaram perfeitamente com o filme visualizado.

A equipa da BE apreciou bastante as “queridas e pequeninas mãos” e agradece toda a ajuda prestada pelas educadoras e auxiliares de ação educativa.

                                               










                          Saudações cinéfilas!

Sugestão de cinema..


 

clica aqui:

Texto da semana... Ver Claro é não Agir..





O governo do mundo começa em nós mesmos. Não são os sinceros que governam o mundo, mas também não são os insinceros. São os que fabricam em si uma sinceridade real por meios artificiais e automáticos; essa sinceridade constitui a sua força, e é ela que irradia para a sinceridade menos falsa dos outros. Saber iludir-se bem é a primeira qualidade do estadista. Só aos poetas e aos filósofos compete a visão prática do mundo, porque só a esses é dado não ter ilusões. Ver claro é não agir.

Fernando Pessoa, in 'Livro do Desassossego'